HOJE TEM MANICUERA, TRACIONAL MINGAU DE CEMITÉRIO


 Na região do salgado paraense uma tradição ainda sobrevive no dia de finados: a apreciação da bebida (ou mingau) manicuera... É de lei tomar!

 Antigamente a manicuera, no panelão grande de barro, era muito presente nas festividades dos santos padroeiros dos municípios e na época de preparar a roça, mas, não agradou muito o paladar da nova geração (preferem breja e refri). Atualmente, a encontramos próximo aos cemitério do litoral paraense, nas cidades banhadas pelo Atlântico, sendo conhecido como o "mingau de cemitério".



 Em Marapanim, durante o Finados é proibida a venda de cerveja na praça principal, pois nessa ocasião, é dia da tradicional venda da manicuera e da gengibirra


MANICUERA



 Bebida de origem indígena, feita com a fermentação do suco (tucupi) da mandiocaba (mandioca maior e doce), cozida com arroz. Com um doce exótico, parecido o mel Karo.


PREPARO:

 Ferva o tucupi da mandiocaba e deixe esfriar em uma vasilha (de vidro ou barro ou alumínio, esqueça de plástico), por cerca de 2h. Ficando o polvilho (goma) no fundo do vasilhame, retire delicadamente o suco (tucupi) e leve ao fogo. Quando o suco amolecer adicione arroz e macaxeira cortada em cubos até virar um xarope. Retire do fogo e beba frio.

Obs: a manicuera não pode ser ingerida depois 12 horas pronta. Pois, azeda devido ter muito amido.



RECEITA COXINHA COM PUPUNHA E JAMBU

 É época de pupunha no Pará e o colorido e cheiro da fruta regional invade as ruas de Belém. No Estado a preferência da população é comer pupunha com café, mas essa iguaria também pode ser consumida de outras formas. E você que adora essa fruta regional, que tal aproveitá-la em uma coxinha de pupunha com jambu.
 O chef Franck Albert ensina a preparar essa receita vegana que tem agradado ao público que não consome produtos de origem animal e que não despensa os sabores regionais.
INGREDIENTES:
- 200g de macaxeira cozida;
- 200g de farinha de arroz;
- 100g de tomate seco;
- 2 maços de jambu cozido;
- 2 kg de pupunha cozida e ralada, e;
- Sal a gosto.

EXECUÇÃO:
 Amasse a macaxeira e acrescente um pouco de sal. Aos poucos adicione a farinha de arroz até chegar ao ponto em que a mistura estiver seca. Deixe a massa descansar em um recipiente e descoberta durante dez minutos.

 Depois, separe uma pequena porção da massa e, com as mãos, abra e acrescente o tomate seco, o jambu e a pupunha ralada, que serão o recheio da coxinha. Feche a massa usando os dedos e empane na farinha de arroz.
 Agora frite a coxinha vegana em óleo bem quente. Pode também pode cozinhar essa receita no forno. Basta levar a coxinha ao forno em 180 ºC por dez minutos. A receita rende até 15 salgadinhos e pode ser servida acompanhada de uma redução de tucupi.

RECEITA BRIGADEIRO COM CUPUAÇU E CASTANHA

 Mariany Simões decidiu se dedicar exclusivamente a casa e a família. Mas, a rotina de dona de casa não durou muito tempo. Ela começou a se dedicar a cozinha e arriscou receitas de doces, que achou na internet. Os testes deram certo e a dona de casa passou a vender brigadeiros para complementar a renda da família. Vende pelas redes sociais e chega a fazer mais de 500 brigadeiros por final de semana.

INGREDIENTES:
- 1 lata de leite condensado;
- 1 colher de sopa de creme de leite;
- 1 colher de chá de manteiga;
- 2 colheres grandes de castanha do Pará triturada;
- 1 colher grande de polpa de cupuaçu;
- 25 gramas de chocolate branco em barra, e;
- 15 castanhas do Pará.

EXECUÇÃO:
 Em uma panela, coloque o leite condensado (1 lata de leite condensado rende até 15 brigadeiros grandes) e aqueça em temperatura média. Quando esquentar, acrescente a manteiga e o creme de leite. Baixe o fogo e mexa sempre.

Em cerca de cinco minutos quando a massa engrossar, coloque a castanha e o chocolate. Somente quando o brigadeiro começar a desgrudar da panela é hora de adicionar o cupuaçu, para não ficar muito líquido.

 Continue mexendo até alcançar o ponto de brigadeiro, quando ele desgruda totalmente da panela.  Em seguida, basta colocar num prato para esfriar e enrolar.

RECEITA ROLÊ DE FILÉ COM TUCUPI E SABOR MARAJOARA

A receita especial da cozinheira profissional Elissandra Ribeiro. O prato criado por ela é o Rolê de filé e molho de manga com tucupi. A mistura regional com sabor marajoara incrementa a carne e é fácil de preparar, confira!

INGREDIENTES ROLÊ:

- 200g de filé;
- 150g de queijo do Marajó;
- 50g de jambu cozido e picado;
- 2 ovos;
- 50g de trigo sem fermento;
- 100g de farinha de rosca;
- Pimenta do reino a gosto;
- Sal a gosto;
- Creme de leite, e;
- Pimenta de Cheiro a gosto.

INGREDIENTES MOLHO:

- 1 xícara (chá) de manga rosa picada;
- 2 xícaras (chá) de vinagre de maça;
- Meio dente de alho;
- Meia colher de cebola cortada;
- 1 xicara (chá) de açúcar;
- 1 colher de chá de gengibre, e;
- Meia xícara (chá) de tucupí.

PREPARO:
 Corte o filé em medalhões (rodelas) e coloque cada pedaço em saco plástico para manter a carne hidratada durante o preparo. Então, bata a carne até ela ficar bem macia. Depois, tire do saco e tempere o filé com pimenta do reino e sal, deixe descansar.

 Em outra vasilha misture a maior parte do jambu com o queijo. Eles serão usados como recheio para a carne. Guarde a pequena porção do jumbu que restou para usar no molho.

 Enrole o filé em forma de rolê usando o plástico, pois ele ajuda na modelagem do prato. Reserve o preparado.

 Chegou o momento de fazer o empanado, a chef dá uma dica que garante a cremosidade da receita. Em uma travessa, misture os ovos com o creme de leite, e deixe descansar.

 Tire o rolê do saco plástico e passe no trigo, na mistura do ovo e na farinha de rosca. Frite-o em uma frigideira com óleo bem quente e espere dourar.

 Enquanto espera o rolê, comece a preparar o molho. Em uma outra frigideira, despeje o vinagre e o açúcar e deixe ferver por 5 minutos. Depois, acrescente a manga, alho, gengibre e cebola. Misture e deixe cozinhar por mais 20 minutos.

 Depois, retire o molho do fogo e acrescente o tucupí e o resto do jambu. Mexa um pouco. Em seguida, bata esses ingredientes no liquidificador, devolva para a panela e mexa por exatos 2 minutos.
Ao final, basta apenas montar o prato. Corte os rolês na diagonal para dar uma aparência sofisticadoaa receita e decore o prato com o molho regional e colorido.

BELEM GANHA PREMIO CIDADE CRIATIVA DA GASTRONOMIA DA UNESCO

 A cidade de Belém do Pará recebeu em 2015 o título internacional de "Cidade Criativa da Gastronomia", concedido pela Unesco. A capital paraense torna-se referência mundial em gastronomia, e passa a integrar uma rede de cidades que buscam desenvolvimento de maneira sustentável e de modo socialmente justo.

 Atualmente, a rede de Cidades Criativas é composta por 116 cidades, em todo o mundo, e em sete segmentos da indústria criativa: literatura, cinema, música, artesanato e arte popular, design, artes e gastronomia. Além de Belém, outras duas cidades brasileiras entraram na lista: Santos, na categoria Filmes, e Salvador, por sua música.
O trabalho de candidatura de Belém é fruto de uma ação da Prefeitura de Belém em parceria com o Governo do Estado e entidades representativas do setor, tais como Instituto Paulo Martins, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Instituto Atá, que se uniram no propósito de oficializar não só a culinária, mas toda a cultura gastronômica de Belém como referência global. A candidatura da capital paraense teve o apoio do Itamaraty, Confederação Nacional do Turismo e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
“Para nós que trabalhamos para o desenvolvimento da gastronomia paraense, é a coroação de um trabalho que vem sendo realizado há mais de 30 anos”, comemora Joanna Martins, diretora executiva do Instituto Paulo Martins.
TURISMO GASTRONÔMICO:
 Desde sua fundação, Belém tem uma conexão especial com os produtos da terra –açaí, castanha, mandioca. Não à toa, hoje a cozinha é um de seus pilares, a ponto de a capital paraense ter sido incluída na lista especial de cidades da Unesco. Esse movimento começou a se consolidar há cerca de 40 anos, em grande parte graças a Paulo Martins. Morto em 2010, o arquiteto cresceu entre panelas e desenvolveu um gosto que surpreendia o paladar dos amigos. Na década de 1970 fundou o restaurante Lá em Casa, que até hoje serve pratos locais e adaptações de receitas que ele criou. 
 "O arroz de jambu foi o primeiro prato que usou essa erva fora do tacacá ou do pato", diz Joanna Martins, filha de Paulo e diretora do Instituto Paulo Martins. Hoje, o Lá em Casa divide reconhecimento com o Remanso do Bosque e o Remanso do Peixe, de Thiago Castanho. 
 Apesar dos avanços vindos com o pioneirismo de Martins, Castanho conta que muitos cliente que se surpreendem com ingredientes que provam nas casas. Conta ele, que trabalha em parceria com pequenos produtores locais. Nos pratos (e na mercearia do Remanso do Bosque) são encontrados ingredientes como rótulos da cervejaria artesanal Amazon Beer, os chocolates feitos por Dona Nena na ilha do Combu e a cachaça de jambu de Leodoro Porto.
 A valorização da cozinha tem levado a Belém investimentos como faculdades de gastronomia e o Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade, a ser inaugurado em agosto –parceria entre poder público, Instituto Paulo Martins e Sebrae que incentivará o turismo gastronômico.
 Com o Centro, eventos serão adicionados à agenda local, que já inclui, por exemplo, o Festival Ver-o-Peso (de 21 a 29 de maio). Um deles é o Diálogos Gastronômicos, com chefs de todos os continentes, de 21 a 29 de agosto. "A tapioca brasileira, o crepe francês e o taco mexicano são similares", diz Joanna, uma das organizadoras. "A ideia é trazer cozinheiros que trabalham com pratos e ingredientes distintos, mas semelhantes aos nossos, e procurar formas de aprimorá-los."

PARAUAPEBAS MIX DE SABORES

 Imaginar o que se come em Parauapebas é mergulhar num caldeirão de mistura gastronômica com todos os sabores e variedades da culinária brasileira. Você já imaginou comer frango com quiabo e logo em seguida tomar um copo de açaí? Ou comer arroz com pequi e de sobremesa um bombom de cupuaçu?


 Estas misturas parecem ser um pouco estranhas, mas quem aqui quem chega traz consigo um pouco da cultura de sua terra e, aos poucos, vai incorporando costumes e hábitos daqueles que também vieram de outras regiões em busca de uma vida melhor.

 Assim, o município de Parauapebas, constituído em sua maioria por goianos, paraenses, mineiros, gaúchos, paulistas, maranhenses, tocantinenses e capixabas, não possui uma culinária própria. Ela se faz de toda essa mistura de gostos e paladares.

 Aqui encontramos muitos restaurantes de comidas típicas de diversas regiões, dentre eles podemos citar a Churrascaria Gaúcha, localizada na rua E, que, como o próprio nome sugere, traz como prato principal o tradicional churrasco gaúcho. Temos também o Veleiros, na rua F, o Peso do Pará, na rua E, o Bebericar Comes e Bebes, na Chácara do Sol e o Ponto do Tacacá, na rua A, que servem pratos da culinária paraense como o vatapá, o tacacá, a maniçoba, o pato no tucupi, a caldeirada, entre outros.

 Já os adeptos da comida nordestina podem encontrar pratos típicos dessa região, como buchada, panelada e sarapatel, nas barracas conhecidas popularmente como “de costa pra rua”, localizadas próximo à feira do produtor. E como representante das “quentíssimas” receitas baianas há o restaurante Sabores da Bahia, localizado no bairro Primavera, que oferece, além do famoso acarajé, a moqueca baiana.

 O prato que se caracterizou como um dos mais consumidos pela população parauapebense é o espetinho. Esta iguaria pode ser encontrada em vários pontos da cidade com preço bem acessível. Acompanhado de farofa, vinagrete, mandioca e, às vezes, arroz, o popular espetinho agrada muitas pessoas que, por sua vez, possuem seus próprios hábitos alimentares.

 O que interfere, de certa maneira, na hora de escolher o que comer é o alto custo de alguns produtos que vêm de fora. Podemos citar como exemplo os frutos do mar que, por estarmos a uma distância considerável do litoral, alcançam preços exorbitantes. Ainda assim há aqueles que consomem estas iguarias, mesmo que seja em pouca quantidade.

 Quanto aos doces podemos dizer que há uma predominância da culinária paraense, já que os bombons de cupuaçu e de castanha-do-pará são apreciados em quantidades consideráveis.


Por Jandevânia Melo e Vanessa Vilarinho em Comunicar e Pensar 




PARAENSES FAMOSOS INDICAM PASSEIOS

 Uma cidade de rios, construções históricas e cultura fértil, Belém comemora aniversário dia 12/01 (completa 400 anos em 2015). Abaixo cinco paraenses bem conhecidos indicaram lugares e programas, no destino amazônico que cada vez mais é descoberto por viajantes, sendo estes: atriz Dira Paes, cantora Gaby Amarantos, estilista André Lima, cantora Fafá de Belém e chef Thiago Castanho.


 De roteiro em ilhas a degustação da tradicional cachaça de jambu, a erva que anestesia e faz tremer a língua, passando por uma visita a sorveteria eleita a melhor do Brasil, veja as sugestões dadas por eles.

ATRIZ DIRA PAES:

"Quando eu chego no Pará, vou pro [mercado] Ver-o-Peso, Cidade Velha... Quando faço esse passeio, mesmo que de carro, já sinto que cheguei", diz a atriz que nasceu no interior do Estado, foi criada na capital e hoje vive no Rio.
Para começar o dia, Dira indica uma visita ao Theatro da Paz, fundado em 1878 durante o ciclo da borracha, período conhecido como "Belle Époque paraense" por conta da influência cultural de europeus que residiam na cidade. Na sequência, a atriz sugere um almoço no complexo Estação das Docas, na beira do rio Guamá, e uma paradinha para um sorvete na tradicional Cairu.

Outra opção é um passeio de barco -- Belém não tem mar, mas tem um arquipélago de 42 ilhas e muitas praias de água doce. "Você pode alugar um barco no seu Pedro, marcar o almoço no Saldosa Maloca (com "l" mesmo). Se você quiser ir pra uma praia de rio, você pode ir pra Mosqueiro, onde você jura que tá no mar", diz Dira. À noite, ela indica tomar uma cachacinha de jambu no bar Meu Garoto, no bairro histórico de Campina.

A atriz também destaca que o paraense adora lanchar: "além das tacacazeiras [vendedoras do famoso caldo da região amazônica], tem o Portinha com os melhores quitutes de lanche de Belém: empadinha de jambu com camarão, maniçoba". Outra sugestão gastronômica de Dira é ir a um dos muitos restaurantes japoneses da cidade -- a colônia japonesa do Pará é a terceira maior do Brasil. Na programação cultural, ela indica o Arte Pará, salão de arte contemporânea que ocorre em outubro. 

Vai lá:
Mercado Ver-o-Peso - Trav. Boulevard Castilho Franca, Cidade Velha.
Theatro da Paz - Rua da Paz, Centro;
Cairu - Av. Governador José Malcher, Nazaré;
Saldosa Maloca - ilha do Combu, margem do Rio Guamá;
Meu Garoto - Rua Senador Manoel Barata, Campina;
Portinha - rua Doutor Malcher, 463, Cidade Velha;
Exposição Arte Pará;

CANTORA GABY AMARANTOS:

 "Belém é minha casa, cada ponto da cidade tem uma lembrança boa. Mas, para dar a dica, quem vem pra cá deve visitar o Mercado Ver-o-Peso -- meu ponto turístico preferido --, passar pela parte arquitetônica lusitana da cidade, como o Forte do Castelo, a Casa das Onze Janelas e a Estação das Docas. E, é claro, tem que curtir a noite paraense que é culturalmente muito rica, com as festas de aparelhagem, as festas de brega, e também as noites de guitarrada às quintas e as de carimbó aos domingos. Para finalizar, não tem como deixar Belém sem provar a cachaça de jambu", recomenda. 

 Forte do Castelo e Casa das Onze Janelas (casarão do século 18 abriga: museu, bar e restaurante) são alguns lugares sugeridos pela cantora nascida no bairro de Jurunas, em Belém. Ir a festas de aparelhagem, shows de guitarrada e carimbó também são programas imperdíveis na cidade.

Vai lá:
Forte do Castelo - ponta de Maúri, margem direita da foz do rio Guamá.
Casa das Onze Janelas - Rua Siqueira Mendes, Cidade Velha.

ESTILISTA ANDRÉ LIMA:

 Para o estilista, as comemorações do Círio de Nazaré, festa religiosa que ocorre no segundo domingo de outubro, são essenciais para conhecer a cultura paraense. Durante o fim de semana de celebração, ele indica o cortejo promovido pelo grupo musical Arraial do Pavulagem (expressão que significa o mesmo que pavonear, exibir-se), que ocorre no sábado, percorrendo o centro histórico e encerrando no largo do Carmo, onde há uma feira de artesãos.

 "A época de conhecer Belém é outubro, porque tem o Círio que, para mim, é o divisor de águas do ano. É uma devoção muito linda porque une o povo de um jeito único que acho que nem o Natal aproxima tanto, pelo menos para quem é paraense -- e quem chega de fora fica muito impressionado", diz André. "Você vê realmente a cidade com aquele clima de festa. É uma manifestação religiosa que também carrega um caráter cultural lindo."

 O estilista indica uma visita ao Ver-o-Peso para comprar ervas para um banho no período, um pulo na Casa D'Noca, um casarão antigo com programação de samba onde "você pode comer, beber, dançar", e passeios pela Cidade Velha, que "carrega bem o espírito dessa mistura de Europa e floresta". Para comer, o estilista sugere o restaurante do Mangal das Garças, parque ecológico que fica na beira do Guamá.

Vai lá:
Arraial do Pavulagem - Praça dos Estivadores;
Casa D'Noca - Trav. 9 de Janeiro, 1677, Nazaré;
Mangal das Garças - Pass. Carneiro da Rocha, Cidade Velha.


CANTORA FAFÁ DE BELÉM:

A cantora indica como atração imperdível na capital assistir ao pôr-do-sol na Estação das Docas. O local tem variedade de restaurantes e lojas, além de teatro, cinema e programação musical.

Vai lá:
Estação das Docas - Av. Boulevard Castilho, Campina.


CHEF THIAGO CASTANHO:

 Às margens do Guamá, a ilha do Combu é o programa sugerido pelo chef Thiago Castanho, dos restaurantes Remanso do Bosque e Remanso do Peixe. "Em Belém há muitas ilhas próximas. Nos fins de semana as pessoas pegam um barco e atravessam para ir almoçar, ir para os bares, restaurantes. É um programa simples e incrível. Tu vê a realidade de quem vive ali, dos ribeirinhos", diz ele.

Vai lá:
Ilha do Combu - Baia do Guajará - Os barcos saem do pequeno porto na praça Princesa Isabel e a travessia dura cerca de 15 minutos, custando em torno de R$ 3 por pessoa.


Em Viagem UOL

[RECEITA] CAMARÃO COM CREME DE PUPUNHA

 O produtor e músico Willy Benitez, se divide entre a paixão pela gastronomia e a música. Na cozinha ele reúne família e amigos e arrisca novos pratos. Essa habilidade com os temperos já vem de família, sua mãe é chefe de cozinha.Ele ensina uma receita regional com pupunha e jambu.

INGREDIENTES:

Para a receita você irá precisar de

- 50g de camarão com casca;
- 250g de camarão rosa cortado e temperado;
- 8 pupunhas cozidas inteiras;
- 7 pupunhas cozidas trituradas;
- 3 colheres de sopa de maizena;
- 1 maço de jambú;
- 1 cebola média picada;
- 2 pimentas de cheiro;
- Pimenta do reino a gosto;
- Cheiro verde a gosto;
- Cebolinha a gosto;
- 4 dente de alho ralado;
- 1 tomate picado;
- 2 colheres de azeite;
- 1 colher de sopa de azeite de dendê;
- 25 gramas de creme de leite;
- 500 ml de água.

PREPARO:

 Jogue o azeite em uma panela e adicione: cebola, pimenta de cheiro, cebolinha, tomate picado, dente de alho de alho, também adicione cheiro verde, mais azeite e mexa na panela. Tampe e deixe refogando por 5 minutos. 

 Inclua o camarão com casca, mais alho picado e sal a gosto e misture bem. Tampe a panela e deixe o refogando por mais 1 minuto. Então tire somente os camarões com casca da panela e reserve separado.

 Agora na mesma panela (dos legumes) adicione 250 gramas do camarão rosa cortado e temperado, mais cheiro verde, cebolinha e misture adicionando mais azeite, sal e água. 

 O prato é acompanhado com creme de pupunha, para preparo primeiro dissolva a maizena na água em uma vasilha e em seguida despeje na panela (dos legumes)acrescentando também sete pupunhas trituradas e misture tudo até ficar consistente.  

Acrescente o creme de leite e azeite de dendê. Então deixe cozinhar por mais 5 minutos.

 Para montar o prato recheie a pupunha com o creme e o camarão inteiro, que estava separado. Em uma vasilha ponha uma porção do creme jogue pimenta do reino a gosto e cubra com o jambu.




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[RECEITA] PASTEL DE PATO

 Um dos pratos indispensáveis no almoço do Círio na mesa dos paraenses, o pato no tucupi ganhou uma nova cara com a criatividade dos fiéis da Virgem de Nazaré: o pastel de pato, uma deliciosa opção que a corretora de imóveis Adélia Gonçalves criou para petiscar.


 Adélia conta que a devoção da família na padroeira do povo paraense é forte, e que aprendeu desde cedo a seguir as tradições do Círio, principalmente nas refeições, um hábito que é compartilhado com milhares de romeiros. Devota, a corretora ensina a receita do petisco para se comer "rezando", acompanhe:

INGREDIENTES:

- 1 limão;
- 1,5 litros de água;
- 6 folhas de louro;
- Pimenta do reino;
- Sal a gosto;
- 1 xícara (chá) de vinho branco seco;
- 1 peito de pato;
- 6 dentes de alho picados;
- 300 ml de azeite;
- 2 maços de jambu cozido e picado;
- 1 xícara (chá) de tucupi;
- Massa de pastel;
- Óleo para fritar;


MODO DE PREPARO:

 A receita começa pela marinada que irá temperar o pato. Em um liquidificador, acrescente a água, o suco de limão, pimenta do reino, folhas de louro, sal e o vinho e bata até se tornar uma mistura líquida. Deixe o pato marinando neste tempero por um dia na geladeira.

 No dia seguinte, em uma panela de pressão, coloque o azeite, o alho e o pato com o molho. Tampe e deixe cozinhar por 1h45 em fogo alto.

 Depois desfie a ave e refogue em uma frigideira com um pouco de azeite. Adicione uma concha do molho e deixe reduzir. Acrescente o tucupi e mexa até engrossar. Coloque o jambu e espere esfriar.

Recheie cada porção de massa de pastel com uma colher bem cheia do recheio. É possível fechar com a ajuda de um garfo, apertando bem as laterais da massa. Frite em óleo bem quente e sirva. O rendimento é 30 pastéis.

Fonte e Vídeo: É do Pará

RECEITA: BOLO DE CUPUAÇU COM CASTANHA

 Os empresários Jorge Frazão e Sônia Chiba, como bons devotos de Nossa Senhora de Nazaré, apresentam uma sugestão de sobremesa para quem planeja receber visitantes em casa para o almoço do Círio: o bolo de cupuaçu com castanha do Pará.

 O interesse de Jorge pela culinária começou na faculdade com uma ideia que mudaria sua vida: a venda de “muffins” (bolinho). Um dos segredos da preparação do bolo está na hora de bater a massa, pois o empresário utiliza uma técnica trazida do Japão.
INGREDIENTES:
- 3 ovos;
- 190g de açúcar;
- 3 colheres de suco de limão;
- 200g de manteiga;
- 230g de trigo sem fermento;
- 15g de fermento;
- 30 ml de leite integral;
- 20g de queijo parmesão ralado;
- 60g de castanha do Pará picada;
- 150g de doce de cupuaçu (pode ser feito em casa ou comprado já pronto no supermercado).

PREPARO:
 Com uma colher misture os ovos e o suco de limão, separe a mistura. Na batedeira misture a manteiga e o açúcar por 2 minutos. Acrescente aos poucos a mistura de ovos com limão. Depois que toda a mistura foi incorporada à massa, acrescente a farinha de trigo.

 Junte o fermento, o leite, bata por 30 segundos e coloque queijo ralado. Uma parte da castanha entra agora na receita, use 40 dos 60 gramas. Bata até a massa ficar homogênea.

 Coloque metade da massa em uma forma untada e enfarinhada, depois coloque uma camada de doce de cupuaçu e o restante da massa. Sobre a massa, coloque o restante da castanha do Pará. Agora o bolo vai ao forno a 180º, onde vai assar por 45 minutos.

Créditos: Programa É do Pará em G1Pará.