CEMITÉRIO DA PRAÇA DA REPÚBLICA, PONTOS TURÍSTICOS DE BELÉM ASSOMBRADOS COM BASE HISTÓRICA

 A região Norte do Brasil é famosa por suas histórias sobrenaturais que envolvem seres místicos e aparições visagentas. Mas, há lugares turísticos na cidade que comportam histórias desconhecidas por muitos paraenses, que causam arrepios sem ao menos entender-se o porquê. 

Necrotério no meio da Feira do açaí

 Localizado na travessa Marquês de Pombal, no bairro da Campina, o pequeno prédio na beira do rio esconde um segredo que poucos paraenses sabem. Lá no início do século XX,  funcionava um dos primeiros necrotérios de Belém. 

Na época, era comum os populares irem cedo à feira do Ver-O-Peso e encontrarem mortos estirados na pedra, aguardando os responsáveis chegarem para realizar a remoção e limpeza. Imagine vivenciar a feira em pleno funcinamento enquanto os corpos eram preparados para os enterros.

Mesmo após anos de sua desativação, feirantes ainda relatam histórias de presenciar vultos pelo mercado nas primeiras horas da madrugada. 

O necrotério da Feira do açaí (por: Álbum de Belém 1902).

Theatro da Paz e o cemitério esquecido

 A região próximo a atual av. Presidente Vargas em Belém nem sempre abrigou prédios históricos e artísticos. Em 1756, um surto de varíola na região vitimou vários belenenses. Devido o alto número de mortes, que ameaçou encher todas as igrejas onde eram enterrados os mortos, foi necessário construir um cemitério de cova rasa no bairro da Campina (no Largo da Campina ou Largo da Pólvora), para comportar tantos corpos. Mas, com o passar dos anos, o local caiu em desuso e acabou sendo esquecido pelos moradores.

 A expansão de Belém durante a Belle Èpoque, atendendo ao pedido da elite da borracha, o governo provincial ergueu em cima do cemitério esquecido, um depósito de pólvora, que logo foi substituído em 1874 pela praça da República e o Theatro da Paz.

 Assim, durante as reformas era comum encontrar ossadas. Além de escutar vultos no teatro e estranhas mulheres bebericando no antigo Bar do Parque, vultos que sumiam misteriosamente à primeira investida de marmanjos já meio embebecidos. Acredita-se que o nome do Theatro seja uma homenagem ao nome do cemitério, que se chamava Cemitério da Paz. 

Palacete Bibi Costa e a prisão de escravos


O grandioso Palacete Bibi Costa, erguida entre 1906 para o major Carlos Brício Costa, na esquina da Avenida Governador José Malcher com a rua Joaquim Nabuco, desperta a curiosidade no bairro de Nazaré.Pois a beleza do ‘castelinho’ contrasta com o ar sombrio que ele impõe. 

Vale ressaltar, que antes virar um casarão, o local era onde fazia guarda e tortura de escravos. Em seguida, durante muitos anos funcionou, vários órgãos do Governo. Então, é comum circular pela cidade vários relatos de ex-funcionários que desistiram do emprego por presenciar histórias sobrenaturais, ouvir barulhos de correntes se arrastando e gritos com pedido de socorro. 

Uma das experiências sobrenaturais teria ocorrido no final dos anos 80 e é contada por um ex funcionário do local, que teria escutado alguém chamar por seu nome e saiu vasculhando pelo prédio, chegando a um dos cômodos subterrâneos. 

Ao entrar em uma  sala, teria estranhado o fato de as luzes estarem apagadas. Ele dirigiu-se para o interruptor, mas a voz não permitia que ele ligasse a luz. Mesmo enxergando parcialmente, o funcionário teria se aproximado de uma mesa e, quando olhou para baixo, encontrou um homem negro, acorrentado por um braço a parede, suado e com o rosto machucado, que gritava devido muito sofrimento.

Em estado de choque, Augusto ficou paralisado observando a alma penada. Mas, quando se deu conta, saiu correndo do palácio e pediu afastamento do serviço. 

Educandário da tortura na ilha de Cotijuba

 Na ilha de Cotijuba (uma das 42 ilhas de Belém), ainda atualmente é possível observar as ruínas do antigo prédio, o Educandário Nogueira de Farias, criado na década de 1930. A suposta colônia reformatória deveria servir para orientar e educar meninos e meninas abandonados e em vulnerabilidade social (residentes na rua). 

No entanto, a verdadeira história traz agressões e abusos. Na região, muito se escuta sobre a crueldade que eram feitas, algumas vezes em formas de tortura, com os jovens que eram encaminhados para o centro. Inclusive, de adolescentes que tentavam fugir e se afogavam. Cotijuba chegou a ficar conhecida como ‘A ilha do Inferno’ por alguns anos. 

Bolonha, construído por amor e dominado por terror

 O Palacete Bolonha construído em 1905 pelo engenheiro Francisco Bolonha como um presente de amor à sua esposa Alice Tem-Brink, tornou-se um lugar único e luxuoso no centro da cidade. Apesar da beleza, fatos sobrenaturais que acontecem casa chamam a atenção.

 Primeiramente, antes da construção do palacete, alí havia uma charneca pantanosa, com lagoas de água estagnada e profunda. Por ser um lugar de difícil acesso onde habitavam jacarés, convencionaram usá-lo como ponto de desova para os cadáveres de escravos. Se os restos humanos que ficaram no terreno carregavam ou não uma maldição é discutível.

 Um relato de um estudante do curso de história conta, sobre um suposto fantasma de uma mulher na banheira no segundo andar do prédio. Durante uma visita turística e seus amigos visitavam o palacete, mas acabou se afastando do grupo e ficando sozinho no segundo andar do prédio. Onde encontrou um banheiro que possuía uma banheira de mármore e puxou sua máquina fotográfica para registrar o ambiente.

 Em quase todas as fotos, uma estranha luz impedia que se visualizasse a imagem do banheiro. Somente em uma foto, a da banheira, ele conseguia observar uma forma embaçada. Decidiu voltar ao banheiro e tirar novas fotos, então na banheira, viu uma mulher branca, que parecia não notar sua presença, tomava banho mergulhada em uma água misturada a muitas pétalas de rosa vermelha. Tremendo de medo, ele se afastou lentamente, mas ela o percebeu e sorriu.

 Em 1968, uma história que teria perturbado a cidade. Atrás do belo palacete, aparecera um grande cão negro, que sairia de um desenho em uma calçada para matar, nas noites chuvosas. Segundo contam, dois corpos teria sido encontrados trucidados, com partes dos corpos espalhados em um raio de 300 metros.

Pessoas do antigo presídio público São José

 O imóvel erguido em 1749 por frades capuchos de Nossa Senhora da Piedade, já abrigou um convento, um hospital – que testemunhou muitas mortes durante a Revolta da Cabanagem – e um presídio, por 150 anos, onde eram presos criminosos políticos e comuns.

 Na cadeia pública havia constantes rebeliões. Em 1998, foi definitivamente desativado, depois de uma rebelião que durou mais de 28 horas e registrou três mortes. Após reestruturação, o presídio São José passou a denominar-se Espaço São José Liberto em 2002. 

 Mesmo após o tempo passar, a memória de um local não é apagada completamente, principalmente quando o mesmo já foi alvo de tragédias e rebeliões. Conforme o relato de um artista teatral, que conta que durante uma foto após uma apresentação de treatro com vários integrantes, registrou algumas mãos de pessoas que não estavam fisicamente no local.

 Dizem que o projeto paisagístico, com cristais espalhados pretendia abrandar a sina dos que alí padeceram. Basta ler os relatos do Memorial da Cela para entender quão cruel era viver atrás dessas grades.

 Mesmo com os gigantescos cristais que adornam o Jardim da Liberdade, há quem jure ouvir, tarde da noite, vozes dos antigos aprisionados implorando por um gole de água, pelo amor de Deus

Casa das Onze Janelas e o grito dos prisioneiros

 A Casa das Onze Janelas abriga o Museu de Arte Moderna e Contemporânea, um dos mais importantes do Estado. A casa em si já foi morada de um senhor de engenho, hospital e prisão. Talvez esse passado conturbado tenha se refletido no romance Hortênsia, de José Marques de Carvalho, lançado em 1888 e que ambienta um terrível feminicídio nas dependências do prédio, por conta de uma relação incestuosa.

 Seguindo sua sina, a Casa serviu de prisão a presos políticos durante a Ditadura Militar. Os frequentadores mais assíduos dizem que, por vezes, ainda é possível escutar os gemidos e gritos de dor vindo das grossas paredes, ecos perturbadores de um passado não tão distante, ou gritos de Hortênsia, quem sabe, assassinada por Lourenço, seu irmão, tomado de furor.




Fonte: Revista Aturá, Tanto Tupiassu, O Liberal, Mundo Tentacular, Arquivo Público, Guia Além.

PISOS EM MOSAICOS DOS PALACETES EM BELÉM

Além das: gigantescas mangueiras centenárias, do mercado do Ver-o-Peso, da Basílica de Nazaré, do cais do porto e de outros locais agradáveis, a cidade de #BelémDoPará abriga uma quantidade apreciável de edificações antigashistóricas, conhecidas como solar e palacete, impressionando seus visitantes por suas linhas, em sua maioria do período neo-clássico.

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Alguns desses prédios abrigam pisos em mosaico em pastilhas que ainda hoje podem ser apreciados. Tanto a arquitetura quanto os mosaicos dos pisos, todos são importados de ateliês franceses, dão uma idéia do esplendor no período “#BelleÉpoque” vivido pela cidade durante o apogeu proporcionado pela borracha desde a última década do século XIX, até 1909, quando as exportações caíram vertiginosamente. Além dos pisos em pastilhas, também foram providenciados pisos em mosaicos de madeiras, escolhidas entre espécimes raras da Amazônia.

Dentre todos esses prédios, possivelmente o mais rico ou de maior significado histórico seja o Palácio Lauro Sodré, construção anterior ao surto da borracha. Foi edificado no século XVIII, surgindo das pranchetas do arquiteto italiano Antônio Antonio Giuseppe Landi.

Alguns historiadores admitem que a iniciativa da Coroa Portuguesa de construir o Palácio teria partido do Marquês de Pombal. Sua intenção, na época, era de convencer o Rei Dom José I a se afastar das intrigas de Lisboa e transferir-se provisoriamente para a Província do Grão Pará. E em 1771, o Palácio foi erguido a partir dos traços de Landi.

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Os pisos em mosaico foram aplicados posteriormente, adquiridos na França, durante a reforma das instalações, no auge da borracha, quando o Palácio abrigava a sede do governo estadual, na gestão do então governador Augusto Montenegro, que permaneceu por dois mandatos, de 1901 a 1905 e de 1905 a 1909. Além dos pisos em pastilhas importadas, foram providenciados mosaicos igualmente sofisticados em madeiras raras da floresta amazônica.

Piso do Palacete Montenegro (Museu da UFPA)
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O próprio Montenegro construiu um palacete para sua residência e incluiu entre os requintes da casa um tapete em mosaico. Recentemente, o palacete foi transformado em Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA). O mesmo ocorreu com o Palácio Lauro Sodré, que teve suas instalações modificadas para se tornar o Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP).

Vale a pena visitar esses Museus, não apenas pela farta documentação que possuem, mas também para apreciar a arquitetura dos prédios e os mosaicos, que não deixam dúvida sobre a riqueza dos áureos tempos da borracha em Belém do Pará.

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Além desses dois prédios, seria muito proveitosa uma visita ao Teatro da Paz, que abriga um tapete em mosaico do mesmo período e, provavelmente, adquirido nos mesmos ateliês franceses que fizeram obras semelhantes para o Palacete Montenegro e para o Palácio Lauro Sodré.

O Teatro também foi construído em estilo neoclássico, projetado pelo engenheiro Tibúrcio Pereira Magalhães entre 1868 e 1874. É obra que orgulha os paraenses, tanto quanto o Teatro Amazonas, que é, igualmente, referência cultural e turística dos amazonenses.

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CONSTRUÇÕES DO SECULO 19 EM BELÉM REVELAM A PARÍS TROPICAL

 Em vez de barqueiros com cestos de açaí andando pelo porto, quem esteve em Belém no final do século 19 encontrava trabalhadores descarregando navios vindos da Europa com queijos franceses, vinhos e roupas finas. Impulsionada pelo auge (e dinheiro) do ciclo da borracha, a cidade vivia a "belle époque" e ganhava apelidos como "Paris tropical".


 O fim do látex decretou a decadência de Belém. Hoje, 400 anos após sua fundação, 86% dos turistas criticam a limpeza urbana e 83% reclamam a falta de segurança, segundo pesquisa da Secretaria de Estado de Turismo feita em 2014. Mesmo assim, a capital paraense recebeu 640 mil visitantes em 2015 –que ao andarem na cidade, certamente esbarraram em resquícios de seu apogeu, como o Theatro da Paz, construído em 1878.


 A casa de espetáculos, que recebia óperas e peças estrangeiras, até hoje está em funcionamento e coloca em cartaz produções nacionais e um festival de ópera. O prédio, construído pelos barões da borracha, é aberto a visitação (ingressos custam R$ 6).

 Na cidade velha, à beira do cais, o Ver-o-Peso é parada obrigatória. No mercado a céu aberto, é possível ver mulheres fazendo in loco o tacacá (caldo de goma de mandioca), além de comprar castanhas, açaí, jambu e todo o tipo de produtos locais. Se a fome apertar, barracas vendem o famoso peixe frito com açaí (símbolo da cidade) – a fruta é servida amarga, sem o açúcar comum no eixo Rio São Paulo.

 Do outro lado da rua, fica o mercado de carnes, do século 19, que mantém as estruturas de ferro que emulam a arquitetura inglesa. Um pouco mais à frente está um parque inaugurado em 2005, o Mangal das Garças. Com 40 mil metros quadrados e entrada gratuita, tem flamingos e lagartos soltos, além de um borboletário. Ideal para lembrar que, apesar da civilização da borracha, Belém segue no coração da Amazônia.


Por: FOLHA UOL

FUNDAÇÃO CULTURAL DO PARÁ CURSOS DIVERSAS LINGUAGENS

 As instituições "Curro Velho" e "Casa da Linguagem" (em Belém do Pará) ligadas a Fundação Cultural do Pará (FCP) oferecem mais de 100 opções de cursos em diversas linguagens artísticas como dança, violão, percussão, serigrafia, xilogravura, teatro, desenho e entre outras.


 Interessados façam inscrições nas instituições. As oficinas são destinadas a população em geral, principalmente aos alunos da rede pública de ensino que ganham inscrição gratuita, aos demais interessados é cobrada taxa única de R$ 20 na inscrição. 

LINGUAGEM VERBAL:

 Na área da linguagem verbal ofertados na Casa da Linguagem, terão oficinas como Leitura e interpretação de texto, criação de textos narrativos, libras, jogos literários na escola e uso do dicionário.


LINGUAGEM ARTÍSTICA:

 Além das oficinas de verbal, no Curro Velho existem outras opções de oficinas de linguagem, como musical, cênica, linguagem visual e entre outras. Na área de audiovisual, existe a oficina inovadora de interações audiovisuais que tem objetivo realizar experiências com dispositivos digitais e meios naturais.




SERVIÇO: 

Oficinas do Curro Velho - FCP
Endereço: Rua Prof. Nelson Ribeiro, 287, com Rua Nelsom Ribeiro.
Valor: Grátis - alunos da rede pública; R$ 20 - para os demais.
Info: (91) 3184-9100 / 3244-6240

Oficinas Casa da Linguagem
Endereço: Av. Nazaré, 31, com Av Assis de Vasconcelos.
Info: (91) 3184-9100 / 3210-2250

HISTÓRIA:

Curro Velho:

 O Curro Velho foi o primeiro matadouro de animais da cidade (especie de açougue), chamado por "Curro Público de Belém" construído e inaugurado pelo presidente da Província, Francisco Carlos Brusque, em 1861. Seu estilo arquitetônico é resultado da forte influência neoclássica sofrida pela arquitetura paraense, em meados do século XIX, tendo como exemplos significativos: o Teatro da Paz, o Mercado de São Braz e o Palácio Antônio Lemos. 

 Durante 40 anos, o Curro Público reinou absoluto, fornecendo carne de origem certa e sabida na capital, até que no início do século XX, quando foi atropelado por novas técnicas de abate e pelo crescimento da cidade. O tempo machucava a velha Instituição. Em 1905, o intendente Antônio Lemos inaugurou novo matadouro, na Vila de Pinheiros (atual Icoaraci). O Curro ainda resistiu sete anos, sendo desativado em 1912. Daí em diante viveu longas temporadas de abandono, abrigou atividades insólitas, chegando a ser depósito de gás e outros produtos químicos. Somente em 1983 teve o reconhecimento de seu valor, quando foi tombado. Cinco anos depois foi restaurado para abrigar o projeto da Fundação Curro Velho.

 O Curro, que conviveu muitos anos com a morte, renasceu em 1990 para recriar a vida. Uma alternativa na cidade situado no bairro do Telégrafo, às margens da Baia do Guajará, o Curro Velho tem uma localização privilegiada quanto ao seu aspecto simbólico. É síntese quando reúne em sua paisagem a arquitetura originária do colonizador europeu, a água e o horizonte do rio mar, os arredores com palafitas, a aglomeração humana da periferia carente de infra-instrutura e recreação. A ação pública do Governo do Estado do Pará, nos espaços físicos do Curro Velho, resignifica o monumento e o entorno, como área de sua relação com a sociedade.

Casa da Linguagem:

 A Casa da Linguagem, teve prédio construído em 1870 para ser a residência do casal "Coronel Francisco de Paula Bolonha" e "Henriqueta Barreto Bolonha". Sendo transformado no engenheiro Francisco Bolonha, que permaneceu no prédio até o ano de 1918. 

 O prédio faz parte do conjunto das antigas edificações ainda existentes nos arredores da Praça da República. Alugado ao Estado no governo de Lauro Sodré, o prédio passou a ser o Grupo Escolar Floriano Peixoto. Em 1933, já na interventoria de Magalhães Barata, foi vendido ao Estado e conservado em sua função até 1972. Restaurado em 1991, passou a funcionar como Conselho Estadual de Cultura e Casa da Linguagem, fazendo jus à memória da educação e da cultura.

 Sua localização é estratégica por estar na confluência de um dos principais cruzamentos do centro da cidade. É simbólica pelo seu histórico uso, sendo passagem obrigatória da maior festa religiosa dos paraenses o "Círio de Nazaré", com vista privilegiada ao evento.

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ANCESTRALIDADE ESTUDO GENÉTICO DOS PRIMÓRDIOS PARAENSE

  Se observarmos os hábitos culturais da população na região metropolitana de Belém do Pará, como tomar açaí, tacacá, dormir em redes, entre muitos outros, diremos que os primeiros habitantes das nossas terras, os índios, contribuíram bastante para a formação do povo paraense. Atualmente já é possível sabermos, de fato, a porcentagem que cada um tem de "sangue indígena" (quanto possuímos de descendência indígena no dna), graças a técnicas avançadas de pesquisa sobre ancestralidade, na área de genética, nos laboratórios da Universidade Federal do Pará (UFPa).

  É possível saber com clareza quais são nossos ancestrais (índios, africanos ou europeus) e também a parcela de contribuição de cada uma dessas etnias em nosso DNA (herança genética), ou seja, os novos tipos de diagnósticos genéticos permitem determinar qual a porcentagem de genes europeus, africanos e indígenas em cada indivíduo, em uma população completamente miscigenada.


  O professor Sidney Santos, do Laboratório de Genética Humana da UFPa, é um dos pesquisadores que atua na área de genética. Ele aponta três aplicações principais das pesquisas sobre ancestralidade. Uma delas é em práticas forenses (criminalística). O uso de exames de DNA para a identificação de criminosos ou confirmação de paternidade já é comum nos processos judiciais, mas as análises de ancestralidade podem trazer inovações. Em um caso de estupro, por exemplo, o sêmen deixado pelo criminoso, numa análise comum, serve apenas para confirmar a suspeita quando o estuprador é capturado. Com a análise de ancestralidade, esse vestígio do crime pode indicar algumas características físicas do criminoso, por exemplo, a cor da pele e traços físicos.

  Uma outra aplicação da pesquisa sobre ancestralidade sera na medicina. Muitas doenças são causadas tanto por fatores ambientais, quanto por fatores de origem genética. Estudos mostram que determinados tipos de doenças são predominantes em brancos, outros em negros e outros em indígenas. Evitando erros nas pesquisas sobre doenças e suas causas genéticas, pois o gene tende a ir junto com a doença, embora ele não seja necessariamente o seu causador. Possível também determinar os tipos e a quantidade de doses de antibióticos, que uma pessoa pode tomar para curar uma infecção, sem aparecimento de efeitos colaterais e alergias nos pacientes.

  Procedimento: os dados da ancestralidade permitem fazer pareamento entre os indivíduos doentes, amostra chamada de "caso", e dentre os saudáveis, cuja amostra é chamada de "controle". Isso significa que, para o estudo de uma doença, os resultados serão mais precisos se as amostras de "caso" e "controle" possuírem ancestralidade semelhante, ou seja, mesma porcentagem de genes de origem européia, negra e indígena. "Antigamente o pareamento era 'branco com branco', o que 'parecia moreno' com 'moreno', e isso era absolutamente subjetivo. Com esses dados é possível parear com exatidão. Se para estudar tuberculose, por exemplo, eu usar uma pessoa doente como 'caso' que tenha 70% de genes europeus, 20% de genes indígenas e 10% de negros, eu vou usar como 'controle' uma pessoa saudável, com essas mesmas características. Isso a gente chama de controle genético", conclui o professor.

  Os estudos de ancestralidade podem contribuir, ainda, com o estabelecimento de políticas públicas relacionadas à questão da etnia. O estabelecimento de cotas étnicas ou a promoção de programa específico de saúde, podem ser mais bem desenvolvidos.

BELÉM PREDOMINÂNCIA EUROPÉIA:

  Na última Jornada Acadêmica "Professor Manoel Ayres", promovida pelo curso de Biomedicina da UFPA, foram apresentados dois Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) baseados em pesquisa de ancestralidade. O formando Giorgio Marques trabalhou no desenvolvimento de marcadores de ancestralidade indígena, comparando amostras de pessoas das cidades de Belém e Porto Alegre. A outra pesquisa foi da formanda Luana Maciel, que trabalhou no desenvolvimento de marcadores de ancestralidade européia, também comparando amostras dessas duas cidades. Ambos os estudantes integram o grupo de pesquisa do professor Sidney Santos.

  A pesquisa desenvolvida por esse grupo usa como parâmetro um tipo específico de marcadores genéticos, chamados "marcadores de inserção/deleção" (INDELs), são "pedaços" de DNA que podem ter sido acrescentados (inserção) ou eliminados (deleção) de uma seqüência de genes. Luana usou 16 desses marcadores na análise da ancestralidade européia, e Giorgio usou 13 marcadores de ancestralidade indígena. A pesquisa global do professor Sidney Santos utiliza 60 marcadores como parâmetro.

  Os INDELs foram escolhidos porque apresentam algumas vantagens em relação a outros marcadores padrões, pois são muito fáceis de identificar (necessário apenas ver se há inserção ou deleção). Com isso, o número de reações químicas utilizadas em uma análise é menor, facilitando os processos e diminuindo custos.

Herança Genética:

Herança População de Belém: 
Contribuição Indígena 30% / 22,4%;
Contribuição Européia 51% / 55,7%;
Contribuição Africana 15,6%.

Herança População de Porto Alegre: 
Contribuição Indígena 20% / 9,9%;
Contribuição Européia 61% / 77,4%
Contribuição Africana 15,6%.

  Com base nos marcadores de ancestralidade indígena, Giorgio encontrou uma contribuição de 30% desse grupo na população de Belém e 20% na população de Porto Alegre. Já a contribuição européia encontrada para Belém foi de 51% e para Porto Alegre de 61%. A contribuição africana ficou em 20% para Belém e 19% para Porto Alegre. Luana, a partir dos marcadores de ancestralidade européia, encontrou para Belém contribuições de genes europeus em 55,7%, de indígenas em 22,4% e de africanos em 15,6%. Já na capital gaúcha a porcentagem de contribuição européia sobe para 77,4%, a de indígenas cai para 9,9% e a de africanos fica em 15,6%.

  A diferença de resultados nas análises de Giorgio e Luana se deve à diferença de marcadores usados. Giorgio afirma que "poderia firmar com maior segurança a porcentagem encontrada de contribuição indígena em Belém e Porto Alegre, porque os marcadores foram de ancestralidade indígena. As contribuições européias e africanas podem ser melhor calculadas mudando para os marcadores específicos dessas etnias, semelhante ao que a Luana fez com os marcadores europeus". Na fase seguinte da pesquisa esses dados alcançados em trabalhos separados serão agrupados para dar um resultado final.

  As cidades de Belém e Porto Alegre foram escolhidas como amostras porque ambas passaram por intensos processos de miscigenação, porém de forma diferenciada. Segundo Luana, "O importante desse trabalho desmistificar o que muita gente pensa, que em Belém a contribuição indígena é maior do que qualquer outra. Em Belém, assim como em Porto Alegre, a contribuição européia é maior.Porém Belém tem muito mais contribuição indígena que Porto Alegre".

  Fonte: UFPa

A MISCIGENAÇÃO NO BRASIL:

  O Brasil é um “caldeirão de raças”, onde brancos, negros e índios se uniram numa receita que formou uma das populações mais miscigenadas do planeta. Esta imagem idílica de uma verdadeira “democracia racial” brasileira, no entanto, está longe de ser acurada. Depois de vários estudos demográficos, feitos com base em dados de censos e outros levantamentos populacionais, indicarem uma forte tendência dos brasileiros em se relacionarem e casarem preferencialmente dentro de seu grupos étnicos e socioeconômicos ao longo da História do país, algo que só vem mudando sutilmente nas últimas décadas, agora a mais ampla e detalhada análise genética da ancestralidade da população brasileira realizada até o momento vem reforçar esta visão. Mostra um nível de miscigenação menor do que se poderia imaginar caso o mito fosse verdadeiro.
  A partir de dados disponíveis sobre 6.497 indivíduos das três chamadas coortes que fazem parte da iniciativa EPIGEN-Brasil (projeto que visa investigar a predisposição da população brasileira em desenvolver doenças complexas tendo em vista justamente seu nível relativamente alto de miscigenação e o maior do tipo na América Latina), cientistas liderados por Eduardo Tarazona Santos, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), identificaram o quanto do genoma de cada um deles tem origem europeia, africana ou nativa das Américas (ameríndia).
  Como esperado, os genes da população da primeira coorte — 1.309 indivíduos de Salvador (BA) — apresentam uma grande ancestralidade africana (50,8%), seguida da europeia (42,9%) e ameríndia (6,4%). Já na segunda coorte, composta por 1.442 pessoas da pequena cidade de Bambuí, no interior de Minas Gerais, a grande maioria de seu genoma é de origem europeia (78,5%), com uma pequena contribuição africana (14,7%) e ainda menor ameríndia (6,7%). Por fim, na terceira e última coorte, formada por 3.736 indivíduos nascidos em Pelotas em 1982, a influência genética europeia também é grande (76,1%), com uma contribuição africana e ameríndia um pouco maior do que na de MG, de 15,9% e 8%, respectivamente.
  Mais do que isso, no entanto, os pesquisadores identificaram nestes dados genéticos a mesma tendência ao relacionamento intragrupos étnicos e socioeconômicos vista nos estudos demográficos. Esta correlação foi mais forte nas coortes de Bambuí e Pelotas, o que os cientistas destacam ser consistente com o fato de uma maior proporção de indivíduos nestas populações ter uma ancestralidade predominante, europeia ou africana, mais clara do ponto de vista fenotípico — isto é, características morfológicas como a cor da pele, dos cabelos e dos olhos. Já em Salvador, os indivíduos da coorte são geneticamente mais misturados, o que se credita tanto a um histórico mais longo de miscigenação quanto ao fato de a amostra ser composta por pessoas de baixa renda com um status socioeconômico mais homogêneo.
  — Somos misturados, mas não tanto quanto imaginávamos — diz Tarazona, principal autor de artigo sobre o estudo, publicado ontem no conceituado periódico científico internacional “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS). — Não diria que nossos resultados derrubam o mito da democracia racial brasileira, até porque ela não está tão presente assim, mas certamente nossa pesquisa relativiza ou modera esta imagem. Do ponto de vista histórico, nossa miscigenação difere da de outros países como os EUA e a África do Sul, onde a segregação foi imposta por lei, mas mesmo assim o Brasil não é uma democracia racial perfeita. Seja por questões geográficas, históricas ou aspectos culturais, aqui também existe uma tendência de as pessoas com origem mais europeia se casarem com outras de origem mais europeia, e de pessoas com origem mais africana se casarem com outras de origem mais africana.
Tendência em Mutação:
  Esta tendência, no entanto, está mudando aos poucos. Em estudo publicado em 2013, os pesquisadores Kaizô Beltrão, da FGV, e Sonoe Sugahara e Moema De Poli, do IBGE, mostraram que a proporção dos casamentos interraciais, isto é, entre pessoas de aparentes diferentes etnias, no Brasil saiu de 8% em 1960 para 31% em 2010. Números parecidos foram encontrados por Carlos Antonio Costa Ribeiro e Nelson do Valle Silva no artigo “Cor, Educação e Casamento: Tendências da Seletividade Marital no Brasil, 1960 a 2000”, publicado em 2009 na “Revista de Ciências Sociais”, no qual identificaram uma mudança também na chamada “endogamia educacional”, com cada vez mais pessoas se casando com outras de nível de instrução diferente.
  Mas o estudo genético revelou ainda outras curiosidades sobre a formação da população brasileira que batem com os relatos históricos. A análise dos genes de origem europeia dos três coortes mostrou, por exemplo, que enquanto em Salvador esta ancestralidade é basicamente ibérica, ou seja, portugueses e espanhóis, em Pelotas e Bambuí há contribuições significativas de populações de outras regiões da Europa e até mesmo do Oriente Médio.
  De acordo com Tarazona "Isto é um reflexo direto da política de estímulo à migração de italianos, alemães e outros a partir da segunda metade do século XIX e início do século XX com a qual os governos da época tencionavam “branquear” a população brasileira".
  Além disso, o estudo identificou duas diferentes fontes de genes africanos bem divididas entre as coortes. Enquanto em Salvador esta herança é basicamente iorubá e mandenka, populações do Oeste da África que formaram o grosso da primeira “onda” da diáspora africana nos tempos coloniais, desembarcada nos portos da região da então capital do país, similar à vista em estudos genéticos do tipo com afro-americanos do Caribe e dos EUA, em Bambuí e Pelotas os genes vêm principalmente dos povos bantu de Moçambique, trazidos para o Brasil em um segundo momento via Rio de Janeiro.
  — Mesmo com a tentativa de “embranquecimento”, as populações do Sul e do Sudeste trazem esta assinatura genética do Leste da África quase única e que não se vê em Salvador ou entre os afro-americanos nos EUA — conta Tarazona. — E como o Brasil não tem os registros históricos destes desembarques, destruídos após a proclamação da Lei Áurea, os estudos genéticos podem ajudar a preencher esta lacuna.
  Fonte: ORM News

SOBRE BELÉM DO PARÁ 400 ANOS



 Belém é a segunda cidade mais populosa da região Norte (mais de 1,4 milhão de habitantes) e a maior região metropolitana da Amazônia (mais de 2.000.000 habitantes na Grande Belém - IBGE/2007). Sendo a maior metrópole do mundo na região da Linha do Equador, e a cidade com o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) entre as capitais da região Norte.

 A capital do Estado do Pará é conhecida por três denominações carinhosas: "Metrópole da Amazônia", devido o início da colonização amazônica; "Cidade das Mangueiras", devido presença de vários exemplares dessa árvore em suas ruas, e; "Cidade Morena", devido a miscigenação do povo Português com os índios Tupinambás, nativos habitantes da região na época da fundação. 


 Devido a região ser parecida uma península, limitada por áreas militares e de proteção ambiental, a cidade teve pouco espaço para expansão, ocasionando uma conurbação que deu origem a Região Metropolitana de Belém (ou Grande Belém) – com a maior população metropolitana da região Norte.
 Belém é considerada a principal porta de entrada na região norte do Brasil, devido privilegiada posição geográfica. A cidade pode ser facilmente acedida por vias terrestre, aérea e fluvial, situada às margens do rio Guamá, próxima à foz do rio Amazonas, abriga o Aeroporto Internacional de Val de Cans e a malha rodoviária do extremo norte brasileiro com a BR-316 (Nordeste), BR-010 (Belém-Brasília) e PA-150 (Alça Viária).

 Em seus quase quatrocentos anos de história, Belém vivenciou momentos de plenitude como o período áureo da borracha, conhecido por "Belle Epoque" no início do século XX, quando o município recebeu inúmeras famílias européias, o que veio a influenciar grandemente a arquitetura de suas edificações, ficando conhecida como "Paris n'América". Hoje, apesar de ser cosmopolita e moderna em vários aspectos, Belém não perdeu o ar tradicional das fachadas dos casarões, das igrejas e capelas do período colonial.


HISTÓRIA:

 A região onde a atual cidade de Belém se localiza era inicialmente ocupada pelos índios Tupinambás. O estabelecimento do primitivo núcleo do município durante o período da conquista da foz do rio Amazonas, à época da Dinastia Filipina, por forças luso-espanholas sob o comando do capitão Francisco Caldeira Castelo Branco, quando, em 12 de janeiro de 1616, fundou o Forte do Presépio.

 O povoado que se formou ao seu redor foi inicialmente denominada de "Feliz Lusitânia" em homenagem a Portugal, posteriormente foi denominada por: "Santa Maria do Grão Pará"; "Santa Maria de Belém do Grão Pará", até à atual denominação de "Belém".

 Distante dos núcleos decisórios do Brasil (regiões Nordeste e Sudeste) e fortemente ligada a Portugal, Belém reconheceu a Independência do Brasil apenas em 15 de agosto de 1823, quase um ano após a proclamação.

 Entre os anos de 1835 e 1840 o município era o centro da revolta dos Cabanos (a Cabanagem), considerada a revolta mais autentica de participação popular da história do país, única onde a população efetivamente derrubou o governo local. Posteriormente receberia o título de Imperial Município, conferido por D. Pedro II (1840-1889).

 Nesse período a economia era baseada na atividade de coleta das Drogas do Sertão (especiarias) junto com agricultura de subsistência, complementada com pesca praticada por pequenos produtores na ilha do Marajó e na ilha de Vigia.

 Com o aumento da importância da borracha, extraída da seringueira, que caracterizou a "Era da Borracha", entre os séculos XIX e XX, Belém atingiu grande importância comercial. Datam desta época expressivos edifícios como: Palácio Lauro Sodré; Colégio Gentil Bittencourt; o do Teatro da Paz, o do Palácio Antônio Lemos e o do Mercado do Ver-o-Peso. Por esta razão.

 Nesse período foram atraídos vários estrangeiros (franceses, japoneses, espanhóis e outros grupos menores) para desenvolverem a agricultura nas terras da "Zona Bragantina". Cresceu, em contrapartida, o comércio de escravos trazidos para os trabalhos gerais necessários e surgiu a figura do caboclo que já se desenvolvia com a miscigenação.

 Nessa época o indígena também tiveram participação direta na economia local, mesmo morando nas áreas reservadas afastadas dos centros urbanos, depois de ter enfrentado por muitas vezes os colonizadores em muitos conflitos.

SÍMBOLOS:

 No final de dezembro de 2015 foi feita uma pesquisa com a população sobre alguns aspectos que marcam os 400 anos de história de Belém. Realizada através de votação popular para escolher: ponto turístico, prato da culinária e música marcante.

Turismo:

O mercado do Ver-o-peso foi escolhido como o maior símbolo dos 400 anos da capital paraense. A disputa foi acirrada contra o Círio de Nazaré, a maior festa religiosa do Pará, durante a votação em que a votação dos símbolos que representa a cidade.

 O tradicional mercado do Ver-o-peso completou 388 anos em 2015, sendo ponto turístico tradicional de Belém. Criado com objetivos de fiscalização do mercado em 1616, conhecido como o “lugar de ver o peso”.

 A construção do Mercado de Ferro, como inicialmente era conhecido o Mercado Ver-o-Peso. Sua edificação, com o projeto de Henrique La Rocque, teve início no ano de 1899. Toda a estrutura de ferro do Mercado foi trazida da Europa seguindo a tendência francesa de "Art Nouveau" do movimento "Belle Époque".

Culinária:

A combinação peixe e açaí foi eleito como prato símbolo na culinária dos 400 anos de Belém, da qual também participaram o filhote com jambú e tucupi, a maniçoba, o tacacá e o pato no tucupi.

O "peixe frito com açai" é um prato popular no "Mercado do Ver-o-Peso", sendo o açai elemento importante no almoço dos paraenses, vendido "in natura" em várias esquinas da capital.

Música:

A canção "Ao pôr do sol", de Firmo Cardoso e Dino Souza, foi eleita como a música que mais marcou os 400 anos de Belém, desbancando a música Flor do Grão Pará, de Chico Sena, que chegou a liderar nos primeiros dias de votação. e a música de protesto "Belém, Pará, Brasil", de Edmar Rocha.

A canção vencedora ficou marcada na voz do cantor Teddy Max (falecido em 2008). Grande sucesso que toca o coração de cada paraense.

EXPOSIÇÃO:

 Fotógrafos que reigstram cenas de Belém terão um espaço para divulgar sua arte através da televisão em janeiro, uma mostra para exibir a exposição fotográfica “Belém 400 Anos” é um evento promovido pela emissora de televisão Liberal Ltda e parceiros.

Para participar, envie sua foto através do site "Você no G1". Para mais informações confira o regulamento. As fotos serão avaliadas, para compor uma galeria no site.

Mais info, acesse: Belém 400 Anos - G1 Pará

[HISTÓRIA] ESTADO DO PARÁ NASCEU DE UMA DIVISÃO

 O Pará surgiu de uma divisão territorial, no início da colonização do Brasil. Após o descobrimento, foram criadas as capitanias hereditárias, entre elas a do Maranhão, que incluía o território do atual Estado do Pará, que posteriormente virou Estado do Grão-Pará e Maranhão.


Mapa brasileiro em 1751 dividido em 2 estados
que comandavam diversas capitanias
1534 - Coroa Portuguesa divide o Brasil em 14 capitanias hereditárias, entre elas a do Maranhão que incluía o território do atual Estado do Pará, com capital em São Luís;
1572 - D. Sebastião divide a administração da colônia em dois governos gerais: o Governo do Norte, com sede em Salvador, responsável pelos territórios da capitania da Baía de Todos os Santos à capitania do Maranhão e o Governo do Sul, com sede no Rio de Janeiro, que administra os territórios da capitania de Ilhéus para Sul;
1621 - sob ordens de Filipe III de Espanha (durante a união ibérica) o território da América Portuguesa foi dividido em duas unidades administrativas autônomas: o Estado do Maranhão ao norte, com capital em São Luís, a fim de assegurar a posse do território e promover o desenvolvimento, abrangendo a capitania do Grão-Pará, a capitania do Maranhão e a capitania do Ceará, e; o Estado do Brasil ao sul, cuja capital era Salvador, abrangendo as demais capitanias (futuros estados da República Federativa do Brasil);
1654 - o Estado do Maranhão passa a ser designado Estado do Maranhão e Grão-Pará, com capital em São Luís;
1751 - o Estado do Maranhão e Grão-Pará passou a se chamar Estado do Grão-Pará e Maranhão, devido a capital ser transferida para Belém. Sua extensão territorial compreende os atuais Estados do Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Maranhão e Piauí;
1755 - criação da Capitania de São José do Rio Negro (atual Amazonas), desmembrada da capitania do Grão-Pará mas integrada ao Estado do Grão-Pará e Maranhão, que passou a compreender quatro capitanias: a de São José do Rio Negro, a do Grão-Pará, a do Maranhão e a do Piauí;
1772 - o Estado do Grão-Pará e Maranhão é dividido em duas unidades administrativas: o Estado do Grão-Pará e Rio Negro, com sede em Belém, e o Estado do Maranhão e Piauí, com sede em São Luís;
1774 - afim de centralizar e aumentar o controle colonial, os Estados do Grão-Pará e Rio Negro e do Maranhão e Piauí, passam à condição de Capitania que foram unificados ao Estado do Brasil, sendo subordinados ao vice-rei do Brasil, com sede no Rio de Janeiro;
1822 - Ocorre a Independência do Reino do Brasil e as Capitanias passam a ser denominadas de Províncias. O Grão-Pará vive um período de incerteza, se a Capitania tornaria-se um país independente ou ao Brasil ou continuaria com Portugal. Eclodiram levantes das tropas fiéis a Portugal, conhecidos como "Guerras da Independência", envolveram as seguintes Províncias: Pará, Maranhão e Bahia.
1823 - a "Capitania do Grão-Pará" se uniu ao Império do Brasil, episódio conhecido como "Adesão do Pará" proclamada por D. Romualdo Coelho, e se tornou Província do Grão-Pará;
1850 - a Província do Grão-Pará foi extinta e desmembrada em duas unidades, formando as Província do Pará e a Província do Amazonas (antiga Capitania do Rio Negro), subordinadas ao Estado do Grão-Pará e Rio Negro;
1889 - com a proclamação da República as Províncias passam a ser denominadas de Estados, e a "Província do Pará" passou a ser denominada "Estado do Pará" e a Província do Amazonas passou a ser denominada "Estado do Amazonas".
1943 - Criação do Território Federal do Amapá, em área desmembrada do Estado do Pará.

Fontes: Museu Histórico Nacional; Portal São Francisco; Infoescola; Arquivo Nacional; Diário do Pará; IBGE; 

RESUMO: A ORIGEM DOS ROBÔS TRANSFORMERS E OS CRIADORES

 O filme Transformers desenterrou do passado o fantástico desenho animado e quadrinho, que sobrevive há mais de 20 anos, assumindo várias formas e impressionando o mundo. Acompanhe a história inicial dos robôs gigantes.

O BRINQUEDO:

 A empresa japonesa de brinquedos Takara produzia duas linhas desconhecidas: a Diaclone e Microman. Em 1980, a empresa Hasbro (dona dos brinquedos Comandos em Ação e Star Wars) queria lançar uma nova linha, fez parceria com Takara na feira de brinquedos do Japão e virou distribuidora dos brinquedos nos Estados Unidos. Hasbro uniu as duas linhas criando os Transformers e investiu pesado em série de quadrinhos e desenho animado como estratégia de marketing. Contratou a Marvel para criar histórias em quadrinhos e Sunbrow para criar desenhos animados. 

 Histórias que uniram vários elementos, que cativam qualquer criança: robôs, dinossauros, carros, alienígenas e guerra. E assim, uma nova era começou!

ORÍGEM

Existem 3 origens diferentes dos transformers: Marvel, Sunbrow e, Wreckers.

A) DESENHO ANIMADO SUNBROW E WRECKERS:

 De acordo com a Sunbrow, Cybertron era um planeta deserto que a raça alienígena Quintesson (comerciantes e traidores) escravizou para ser fábrica de equipamentos militares, onde desenvolveram 2 raças de robôs vivos para servi-los: os operários Autobots e os militares Decepticons. Mas, os militares diziam ser superiores aos operários e usaram da força para dominar os mais fracos e o planeta. Então os operários cansados da perseguição lutaram por liberdade, iniciando as Guerras Cybertronianas.

De acordo com Wreckers, os Quintessons encontraram o planeta Cybertron, onde já existiam os primeiros 13 Transformers, que foram criados pelo deus Primus, onde Vector Sigma era sua manifestação (computador principal localizado nas profundezas do planeta). Os Quintessons engaram os transformers fingindo serem os criadores, e assim escravizaram o planeta.




B) REVISTA EM QUADRINHOS MARVEL:

 De acordo com a Marvel, a história é mais complexa e cósmica: numa galáxia antiga, antes do surgimento da Terra, existia Unicron que tentou exterminar todo o universo devorando os planetas e a vida existente. Quando destruir tudo Unicron hibernou, mas o universo reagiu e seus fragmentos se uniram dando origem ao Big Bang e à criação de um novo universo, O deus-guerreiro/universo Primus com objetivo era derrotar Unicron. 

 Após muitas batalhas Primus usou a tática de transferir a guerra para o plano astral e depois retornou ao plano físico. Eles perderam o corpo físico e ficaram presos em asteroides tornando Unicron inofensivo. Mas essa tática falhou com o passar do tempo, Unicron conseguiu manipular a estrutura do asteroide e o transformou em um corpo metálico gigante, semelhante à que possuía antes. 


 Primus também aprendeu técnica semelhante e, como era mais esperto, transformou seu próprio corpo no planeta Cybertron e, sendo DEUS, criou o exército Transformers para povoar este planeta e derrotar Unicron. Fragmento de Primus virou a Matriz Autobot, que permitia os Transformers se reproduzir. 




UNIÃO DAS ORIGENS:

 Em ambas as versões, as histórias se unem na guerra entre as duas classes: Com fome de poder, os Decepticons iniciaram guerra civíl pela liderança do planeta. Esta durou séculos consumindo as fontes de energia do planeta Cybertron e a energia vital dos robôs, chamada Energon. 

 Vários Autobots liderados por Optimus Prime, embarcam em missão secreta na nave espacial Arca em busca de novas fontes de energia. Mas o plano é descoberto pelo líder Decepticon Megatron, que os persegue com a nave Nemesis e ataca a nave Arca que estava escondido em um cinturão de asteróides. Arca fica a deriva sendo danificada por meteoros que desativa o computador central e os Autobots. Mas ambas as naves foram atraídos pela gravidade do planeta Terra.

TRANSFORMERS NA TERRA:

 Após 4 milhões de anos de hibernação, em 1984 a nave é religada após erupção vulcânica que reativa o computador central Teletran, inicia o auto-reparo e reestruturação do Decepticon Skywarp que estava danificado na nave. 

 Época que a humanidade já dominava o planeta, o computador Teletran copiou as máquinas terrestres para adaptaram os Transformers como forma de disfarce para circular discretamente no planeta. Teletran  reestruturou Skywarp em forma de avião F-15 e o reativou. Este levou todos seus companheiros para reestruturação e reativação.

 Decepticons saem da Arca e abandonam os Autobots desativados. Afim de mante-los desativados, eles soterram a nave Arca. Porém, o impacto desse ataque faz Optimus cair na frente do sensor de Teletran que o reestrutura e reative.

 Enquanto isso Decepticons tentam explorar os recursos energéticos terrestres; transformar na energia Energon; reabastecer as tropas no planeta Cybertron e destruir a humanidade. Mas Autobots tentam impedi-los, protegendo a humanidade. Ambos os lados ganharam aliados humanos. 

Assim começa a mitologia e a luta épica novos modelos foram aparecendo ao longo da série, juntando-se aos favoritos de todos.