IDENTIFICADORES DE LIVROS REVISTAS E ARTIGOS

Os identificadores de publicações ISSN ISBN DOI

Os números ISSN, ISBN e DOI são os mais conhecidos identificadores de livros, revistas, periódicos e obras eletrônicas.
A função dos identificadores é simples, é semelhante ao número do CPF das pessoas, utilizamos identificadores para distinguir e diferenciar as obras que podem ter o título semelhante.
Então veremos as principais características e funcionalidades dos identificadores...

ISSN

O ISSN (International Standard Serial Number) é a sigla do Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas; um código numérico intransferível de 8 dígitos precedido pela sigla ISSN, de validade internacional. Criado para identificar publicações seriadas, que costumam ter periodicidade e frequência de publicação (diária, quinzenal, mensal, semestral, anual).
O ISSN não é obrigatório, mas ajuda na identificação mais rápida do título e do conteúdo da obra, seja ela nacional ou internacional. Também é um dos mecanismos que controlam a qualidade das revistas científicas.
A partir do momento em que esse ISSN foi atribuído à publicação seriada, ele deve aparecer em cada exemplar dela.
Exemplos: revistas, relatórios, anuários, até sites. Embora a Revista "Super Interessante" tenha mais de 300 edições – que variam no seu conteúdo – , ela possui um único ISSN, que aparece em cada exemplar.

Obras em diferentes idiomas

Obras editadas em diferentes idiomas recebem ISSNs diferentes. Exceto se a obra for multilíngue (um mesmo anuário conter textos em mais de uma língua, por exemplo).

Obras em diferentes suportes

Obras em diferentes suportes, como o físico e o eletrônico, possuem ISSNs diferentes. Caso uma revista física, posteriormente, opte por ter uma edição digital, será necessário solicitar um novo ISSN.

Exemplares com múltiplas formas físicas

Uma revista física que vem acompanhada de um CD-ROM ou de uma gravação de áudio recebe um mesmo ISSN para todas as suas formas físicas.

Sites da internet

No caso dos sites, eles precisam cumprir os seguintes requisitos:
  1. Ter conteúdo editorial
  2. Mencionar a responsabilidade editorial (nome do editor)
  3. Ter um título uniforme (isto é, um título que se mantenha consistente quando a publicação for atualizada)
  4. Ter uma URL válida
  5. Cobrir um assunto específico ou abordar um público-alvo específico.

O ISSN é atribuído por centros nacionais e regionais da rede internacional do ISSN. No Brasil, isso fica a cargo do Centro Brasileiro do ISSN (CBISSN), sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia – IBICT.

É de graça! Isso mesmo! A partir de março de 2017, as taxas administrativas tornaram-se isentas!

No site do Centro Brasileiro do ISSN, entidade responsável por emitir o identificador, há mais informações sobre o assunto. De maneira geral, eles solicitam alguns documentos referentes à publicação, como capa, folha de rosto, expediente, sumário…
Mas atenção: a lista de documentos varia conforme a mídia que será veiculada a obra.
Para publicações impressas, clique aqui.
Para publicações eletrônicas, clique aqui.

Após reunida toda a documentação e preenchido o formulário, é hora de compilar os dados e enviá-los ao Centro Brasileiro do ISSN/ IBICT pelos correios ou entregá-los diretamente na instituição.
Segundo o site, este é o endereço para envio:
A documentação de solicitação do ISSN deve ser enviada pelos correios para o seguinte endereço:
Centro Brasileiro do ISSN/ IBICT
SAUS Quadra 5 – Lote 6 – Bloco “H” – 4º andar, sala 400.
CEP: 70.070-912  Brasília /DF
A documentação também poderá ser entregue diretamente no Centro Brasileiro do ISSN, no entanto, solicitamos que a documentação seja protocolada anteriormente, no Protocolo Geral do IBICT, no Térreo.
Mas atenção: é sempre bom checar o próprio site da instituição, visto que o endereço pode ser alterado sem aviso prévio.
Um novo ISSN deve ser atribuído em duas situações:
    • Quando ocorrer alteração no título do periódico, inclusive no idioma do título;
  • Quando ocorrer alteração no tipo de suporte (físico e eletrônico). Por exemplo, uma revista impressa torna-se uma revista online.
É questão de sorte. Segundo o Centro Brasileiro do ISSN, o prazo para análise e atendimento da solicitação para atribuição do código ISSN é de acordo com a demanda.
Então, se muita gente pede o ISSN ao mesmo tempo, é bem provável que ele demore um pouquinho a sair. Por isso, programe-se!

ISBN

O ISBN, International Standard Book Number, é um sistema internacional que identifica e individualiza os livros segundo autor, país, editora e número de edição.
Por ter atuação internacional, o ISBN é controlado por uma Agência Internacional, que delega funções a agências nacionais.
A agência responsável por atribuir o ISBN aos livros editados no Brasil é a Biblioteca Nacional.
Desde 2007, devido ao grande número de livros com ISBN, foi necessário acrescentar o prefixo 978, a fim de aumentar a capacidade de registro do sistema.
Exemplo: ISBN 978 – 85 – 333 – 0227 – 3
Para conseguir o ISBN de uma obra é preciso, primeiramente, se cadastrar na Agência como editor. Isto pode acontecer de duas formas: por pessoa física ou por pessoa jurídica.
Veja as condições para cadastro de editor pessoa física aqui.
Veja as condições para cadastro de editor pessoa jurídica aqui.
O ISBN não é obrigatório, mas ele confere autoridade e credibilidade à obra, uma vez que ele a reconhece internacionalmente.
Livros, anais, seminários, monografias, encontros, publicações em braile, mapas e relatórios públicos são algumas das obras que recebem ISBN. Veja a lista completa aqui.

É preciso, primeiro, ter um cadastro como editor. Após o cadastro, o número de identificação do ISBN é atribuído, no Brasil, pela Biblioteca Nacional.

VALOR

É preciso pagar pelo cadastro na Agência Internacional do ISBN, que custa R$ 270,00. Esse valor só é pago uma vez. Além disso, o número de identificação ISBN custa R$ 20,00.
Valores mais específicos como código de barras, 2ª via, etc, podem ser vistos aqui.

Primeiro, você precisa ser cadastrado como editor na Agência ou contratar uma empresa que já seja cadastrada. Depois, basta seguir as orientações do site:
    • Preencher o formulário de solicitação do ISBN em 01 (uma) via para cada título a ser publicado
  • Enviar juntamente com o formulário a cópia da folha de rosto da obra a ser publicada (o envio é obrigatório).

Você deve enviar a documentação necessária via correios para o endereço da Agência.
Rua México, 45 – 5ª andar – Edifício Lumex
Centro
Rio de Janeiro – RJ 20031-144
Para mais informações: (21) 2262-9724
Mas atenção: é sempre bom checar o próprio site da instituição, visto que o endereço pode ser alterado sem aviso prévio.
Um novo ISBN deverá ser solicitado nas seguintes situações:
    • Se houver uma alteração significativa no conteúdo/texto da obra, a publicação receberá outro ISBN e será outra edição;
    • Publicações editadas sob a impressão da nova editora recebem novo ISBN
  • Se um mesmo título receber um formato diferente, esse novo formato deve receber novo ISBN.
Para o cadastro como editor, o prazo é de 5 dias úteis.
Já para as solicitações de ISBN, o prazo é a partir de 3 dias úteis. Veja as condições aqui.

DOI

O DOI, “Identificador de Objeto Digital”, é um padrão de letras e números que serve para identificar itens digitais.
Ele é o responsável por tornar os arquivos permanentes na internet.
Isso significa que se, por acaso, um site que foi referência para a sua pesquisa sair do ar, as pessoas, ainda assim, terão a chance de encontrá-lo pelo identificador DOI.
O DOI é composto por duas partes:
1 – O prefixo, que se refere ao publicador do documento, ou seja, a instituição, revista ou editora que publicou aquele DOI.
2 – O sufixo é determinado pelo responsável pela publicação do documento.
Os livros ou artigos publicados em periódicos, por exemplo, provavelmente utilizarão como sufixo o número que já consta do ISBN ou ISSN ou nos dados bibliográficos da obra.
Esse sufixo pode ser também a URL de um evento. Isso fica a critério do publicador do documento.
O DOI facilita a busca e garante a autenticidade daquele conteúdo.
Também aumenta a visibilidade da produção, seja ela científica ou não, pois oferece uma URL única, que impede que o conteúdo se perca na internet.
Com o DOI, é possível mensurar mais facilmente o número de citações feitas do seu trabalho.
Livros, periódicos, artigos, imagens ou qualquer outro objeto que esteja presente na versão digital pode receber o DOI.

O DOI é emitido por agências de registro autorizadas, como a Crossref, que é a que utilizamos aqui na Even3.
Pessoas físicas não conseguem emitir o DOI por conta própria.
É preciso entrar em contato com empresas que trabalham com o DOI, como a Even3, ou diretamente com as agências autorizadas.

Para emitir um DOI, é preciso passar antes por alguma empresa registrada como editora. Essa editora, por sua vez, tem que ser cadastrada em alguma agência autorizada. Como é o caso da Even3.
Nas agências autorizadas, é comum cobrarem um valor de anuidade. Fora isso, também é cobrado um valor por cada DOI emitido.
Assim, os valores podem variar bastante. Caso queira emitir um DOI para os anais do seu evento, entre em contato conosco. Nós temos uma equipe preparada para atendê-lo(a)!

Ao entrar em contato com uma editora autorizada pela Crossref, eles vão solicitar algumas informações sobre o seu documento. Tipo de documento (anais, livros…), nome do documento, volume, edição… A editora irá passar a lista completa para você!

É preciso entrar em contato com uma editora, como a Even3. Ela irá solicitar o DOI do seu documento.
O DOI de um documento, isto é, o código alfanumérico não muda. Entretanto, você pode fazer pequenas modificações no documento, como títulos errados, etc.
Depois de enviados os documentos, a emissão do DOI é bem rápida! Em poucos dias, você recebe um e-mail com o seu identificador DOI.

FUNDAÇÃO CULTURAL DO PARÁ CURSOS DIVERSAS LINGUAGENS

 As instituições "Curro Velho" e "Casa da Linguagem" (em Belém do Pará) ligadas a Fundação Cultural do Pará (FCP) oferecem mais de 100 opções de cursos em diversas linguagens artísticas como dança, violão, percussão, serigrafia, xilogravura, teatro, desenho e entre outras.


 Interessados façam inscrições nas instituições. As oficinas são destinadas a população em geral, principalmente aos alunos da rede pública de ensino que ganham inscrição gratuita, aos demais interessados é cobrada taxa única de R$ 20 na inscrição. 

LINGUAGEM VERBAL:

 Na área da linguagem verbal ofertados na Casa da Linguagem, terão oficinas como Leitura e interpretação de texto, criação de textos narrativos, libras, jogos literários na escola e uso do dicionário.


LINGUAGEM ARTÍSTICA:

 Além das oficinas de verbal, no Curro Velho existem outras opções de oficinas de linguagem, como musical, cênica, linguagem visual e entre outras. Na área de audiovisual, existe a oficina inovadora de interações audiovisuais que tem objetivo realizar experiências com dispositivos digitais e meios naturais.




SERVIÇO: 

Oficinas do Curro Velho - FCP
Endereço: Rua Prof. Nelson Ribeiro, 287, com Rua Nelsom Ribeiro.
Valor: Grátis - alunos da rede pública; R$ 20 - para os demais.
Info: (91) 3184-9100 / 3244-6240

Oficinas Casa da Linguagem
Endereço: Av. Nazaré, 31, com Av Assis de Vasconcelos.
Info: (91) 3184-9100 / 3210-2250

HISTÓRIA:

Curro Velho:

 O Curro Velho foi o primeiro matadouro de animais da cidade (especie de açougue), chamado por "Curro Público de Belém" construído e inaugurado pelo presidente da Província, Francisco Carlos Brusque, em 1861. Seu estilo arquitetônico é resultado da forte influência neoclássica sofrida pela arquitetura paraense, em meados do século XIX, tendo como exemplos significativos: o Teatro da Paz, o Mercado de São Braz e o Palácio Antônio Lemos. 

 Durante 40 anos, o Curro Público reinou absoluto, fornecendo carne de origem certa e sabida na capital, até que no início do século XX, quando foi atropelado por novas técnicas de abate e pelo crescimento da cidade. O tempo machucava a velha Instituição. Em 1905, o intendente Antônio Lemos inaugurou novo matadouro, na Vila de Pinheiros (atual Icoaraci). O Curro ainda resistiu sete anos, sendo desativado em 1912. Daí em diante viveu longas temporadas de abandono, abrigou atividades insólitas, chegando a ser depósito de gás e outros produtos químicos. Somente em 1983 teve o reconhecimento de seu valor, quando foi tombado. Cinco anos depois foi restaurado para abrigar o projeto da Fundação Curro Velho.

 O Curro, que conviveu muitos anos com a morte, renasceu em 1990 para recriar a vida. Uma alternativa na cidade situado no bairro do Telégrafo, às margens da Baia do Guajará, o Curro Velho tem uma localização privilegiada quanto ao seu aspecto simbólico. É síntese quando reúne em sua paisagem a arquitetura originária do colonizador europeu, a água e o horizonte do rio mar, os arredores com palafitas, a aglomeração humana da periferia carente de infra-instrutura e recreação. A ação pública do Governo do Estado do Pará, nos espaços físicos do Curro Velho, resignifica o monumento e o entorno, como área de sua relação com a sociedade.

Casa da Linguagem:

 A Casa da Linguagem, teve prédio construído em 1870 para ser a residência do casal "Coronel Francisco de Paula Bolonha" e "Henriqueta Barreto Bolonha". Sendo transformado no engenheiro Francisco Bolonha, que permaneceu no prédio até o ano de 1918. 

 O prédio faz parte do conjunto das antigas edificações ainda existentes nos arredores da Praça da República. Alugado ao Estado no governo de Lauro Sodré, o prédio passou a ser o Grupo Escolar Floriano Peixoto. Em 1933, já na interventoria de Magalhães Barata, foi vendido ao Estado e conservado em sua função até 1972. Restaurado em 1991, passou a funcionar como Conselho Estadual de Cultura e Casa da Linguagem, fazendo jus à memória da educação e da cultura.

 Sua localização é estratégica por estar na confluência de um dos principais cruzamentos do centro da cidade. É simbólica pelo seu histórico uso, sendo passagem obrigatória da maior festa religiosa dos paraenses o "Círio de Nazaré", com vista privilegiada ao evento.

Faça o download da grade de cursos em PDF.

COUCHSURF VIAJEM A BAIXO CUSTO COM INTERCÂMBIO CULTURAL

 A internet tem sido um importante instrumento para conhecer outras culturas, aprender idiomas, planejar viagens, sobretudo, facilitar a vida de quem gosta de viajar de maneira barata. Se você se encaixa nesse perfil, conheça o site Couch Surfing (surf de sofá) – uma rede social internacional que visa conectar viajantes mundiais.

 O projeto iniciou em 2003, com o intuito de intercâmbios culturais e dividir a moradia de forma compartilhada. Com a possibilidade de conhecer pessoas de todo o mundo sem precisar sair de casa, isto é, o site faz a ponte entre turistas que querem hospedagem de baixo custo durante uma viagem e pessoas que gostariam de receber esses visitantes.

 Mas o serviço vai além de disponibilizar um lugar para dormir. A intenção é que você conheça a cidade baseado na experiência do seu anfitrião, que deve servir como guia informal. Você está fazendo isso pela troca cultural, seria legal se organizar para fazer algumas atividades com o hóspede, levá-lo para conhecer alguns lugares, comida local ou atrações culturais. Lembre-se de que você será, provavelmente a maior referência do turista, então tenha também algumas dicas de coisas interessantes que ele pode fazer quando você não puder acompanhá-lo.

 Além do site da comunidade eles oferecem aplicativos para smartphones e tablets com sistema Android e iOS, o que pode ajudar durante a viagem
FUNCIONAMNETO:
 O viajante – o Surfer – ao invés de pagar hotel dorme em um sofá/cama na casa de alguém desconhecido do lugar que deseja conhecer, ou seja, o viajante fica como hóspede na casa de alguém que quer ser o seu anfitrião, através do contato via site. O anfitrião tem a oportunidade de conhece outra cultura e o viajante conhece a vida local. O site Couch Surfing não tem fins lucrativos. De acordo com o site, recebe as doações dos usuários para se manter.
 Os anfitriões não podem cobrar para hospedar os viajantes, senão o propósito da rede se perde. A pessoa pode se negar a receber os candidatos a hóspedes. Ninguém é obrigado a hospedar alguém se não sentiu aquela confiança. Outra coisa legal do Couch Surfing é que os viajantes podem avaliar uns aos outros – tanto quem já recebeu quanto quem se hospedou. Também é possível colocar fotos e textos sobre as experiências. O legal do site é que existe até sistemas de pontuação que mostra se a pessoa é bom hóspede e/ou bom anfitrião.

TESTE DO SOFÁ - DEPOIMENTOS:

Quem: Jacqueline Oshima, 22 anos 

Onde surfou: Dublin, Berlim e Marrakech 
Depoimento: “Vivemos numa sociedade cheia de medo e preconceito, sendo que, na verdade, o ser humano é generoso por natureza”. 
Dica: Veja se suas expectativas batem com a do seu parceiro de aventura. “Já surfei indo para um congresso profissional, então nem adiantava pedir abrigo para uma pessoa que queria ir para a balada”, afirma. Nem tudo são flores 

Quem: Shannon Garland, 29 anos 

Onde surfou: São Paulo 
Depoimento: “Conheci uma mulher aqui, no Brasil, porque ela também gosta de fazer trilhas. Esse tipo de atividade pode ser muito bom pra quem é novo em uma cidade”.
Dica: “Para conseguir mais detalhes sobre alguém, mande uma mensagem direta no site. Também é uma boa escrever para outros que se hospedaram no local a que você quer ir, confirmando as referências do perfil”.

COMO VIRAR SURFER: 


 Crie seu perfil na comunidade: O primeiro passo é se inscrever nesse site aqui ou na página no facebook. Em seguida, perguntarão se deseja fazer uma contribuição para o site - isso NÃO é obrigatória para fazer parte do Couchsurfing - simplesmente vá para a próxima tela; Será solicitado que você preencha um extenso formulário com suas informações, viagens, hobbies, cachorro, papagaio e periquito. Existe a opção de pular a vários itens, mas é recomendável que você responda tudo para ser confiável.


 Poste também algumas fotos suas em diferentes situações. Você também marca se tem disponibilidade para receber turistas em sua casa e, caso positivo, você pode escrever uma descrição do seu “sofá e pode pedir par que os interessados enviem informações mais específicas sobre eles.


PROCURE SOFÁ OU SURFISTAS: 


 É hora de procurar por hospedagem mundo afora ou por pessoas que precisem de um lugar para dormir na sua cidade. Basta escolher no menu as opções “Surf” ou “Host” e digitar o nome da cidade no campo de busca. Você também pode definir diversos filtros para refinar as buscas por sexo, idade, número de pessoas viajando juntas, etc. 



Como funciona o couchsurfing?

 Encontre pessoas parecidas com você. Achou o sofá perfeito? Ótimo, agora é hora de solicitar a estadia. Escreva uma mensagem bem simpática para a pessoa, conte um pouco da sua história, explore pontos em comum. Se tudo der certo e a pessoa quiser te receber, vocês devem começar a trocar mensagens e combinar os detalhes. Seja específico quanto às datas e horários de chegada e partida. Tenha anotado o nome, número de telefone e endereço e pergunte a melhor forma de chegar até a casa dele. Além disso, pesquise alguns hotéis próximos à área onde você vai ficar e anote os endereços, pois nunca se sabe quando o host vai ter um imprevisto e cancelar de repente. 


 Se você iráreceber alguém, prepare o sofá/quarto para a chegada e faça o possível para dar instruções claras de como encontrar você. Afinal, estamos falando de estrangeiros visitando o Brasil, um país que sofre com problemas de transporte público, falta de placas e pessoas que podem dar informação em outros idiomas.


 Se alguma coisa te deixar desconfortável, converse com seu anfitrião ou hóspede imediatamente. É provável que muitas situações estranhas e desconhecidas para você surjam por causa do choque cultural. Isso é comum, por isso é importante que vocês conversem para resolver esses problemas e ter uma experiência agradável para ambas as partes.


 Quando tudo acabar, é hora de voltar ao site e contar para outros surfistas como foi a experiência. Caso a pessoa tenha sido legal, deixe um comentário positivo para que todos saibam que vale a pena receber ou se hospedar com aquela pessoa. Isso ajuda a tornar a rede mais segura e confiável. Da mesma forma, se sua experiência foi catastrófica, não deixe de contar.


 Em várias cidades possuem encontros semanais chamados meeting, para pratica da conversação e experiência cultural entre locais (host) e turistas (surfistas).


OUTROS SITES:

 Na mesma “vibe” de intercâmbio cultural, existe o site Hospitality Club, fundado em 2000. São mais de 328.000 membros de 207 países. Nesta rede além da hospedagem, faz parte da “ajudinha” um banho quente, um passeio pela cidade, a ida a um bar legal, outras maneiras de aproximar as pessoas.
 Se você além de mochileiro é cicloturista, os participantes do Warm Showers vão oferecer uma “ducha quente” pra você!  Além do site da comunidade eles oferecem aplicativos para  smartphones e tablets com sistema Android e iOS, o que pode ajudar durante a viagem com a bike.
Economize, faça novos amigos e veja o mundo de uma perspectiva local é o lema de outra comunidade que oferece hospedagem gratuita ao redor do mundo, a Global Freeloaders.com.
DICAS PARA CONSEGUIR HOSPEDAGEM:
1 – Tenha um perfil completo, atraente, sem erros de ortografia, com muitas fotos:
 Se você me parece ser alguém interessante, eu vou querer te conhecer. Se eu achar que somos altamente compatíveis, ou que você tem algo pra ensinar que eu esteja justamente interessada em aprender, eu vou dar um jeito de te arrumar um lugar em casa. No mínimo, vou propor uma data alternativa pra tentar te encaixar de algum jeito. E eu vou sentir que você é alguém que se investiu pra realmente fazer parte da comunidade, e não alguém que fez um perfil de qualquer jeito e de última hora, só pra arrumar um lugar pra ficar de graça.


2 – Capriche na mensagem de pedido, o “couchsurfing request”:
 Ponto importantíssimo. Se sua mensagem for muito genérica e tiver aquele jeitão de ctrl+c/ctrl+v, suas chances de botar o pé aqui em casa diminuem consideravelmente. Às vezes até faço uma exceção pra quem tem um profile bem interessante. Mas sempre tente conquistar o anfitrião comentando sobre as coisas que você leu no seu profile. Use essas informações pra dizer porque esse possível encontro vai dar liga, faça um elogio sincero. Mesmo porque não é legal ser hospedado por alguém que não tem nada a ver com você. Diga por favor e obrigado. Todo mundo gosta de se sentir especial, e nós não somos diferentes. Já hospedei muitas pessoas sem referência alguma só porque fui conquistada pela mensagem de pedido.


3 – Use um bom timing:
 Não peça hospedagem com mais de três semanas de antecedência. Entre 7 e 10 dias é um tempo ideal, na minha opinião. Em primeiro lugar, porque minha casa não é hotel. Segundo, porque eu não tenho como saber se daqui a três semanas eu vou querer viajar (principalmente durante o verão), se vai rolar uma festival, se eu vou ter que trabalhar de fim-de-semana…

Pedir hospedagem de última hora é também mais arriscado, já que eu posso ter feito outros planos.


4 – Consiga referências:
 Você pode fazer como eu, e antes de usar o serviço como hóspede, abrir sua casa como anfitrião para ir construindo uma reputação na comunidade. Ou encontrar um amigo que também esteja cadastrado, e trocar referências. Mas só faça isso com gente que você conhece e confia de verdade, e em pessoa. É a sua reputação, além da segurança da comunidade, que estão em jogo.


O Couchsurfing mudou a minha vida pra melhor. E você, tem dicas, dúvidas ou experiências pra contar sobre o serviço?

10 MOTIVOS PARA CONHECER BELÉM DO PARÁ

 A jornalista Adriana Sett (da Abril Viaje Aqui) que reside em Barcelona, relata sua paixão a primeira vista por Belém...

MOTIVOS PARA CONHECER BELÉM:

 A caminho de Belém (com uma esticadinha até Ilha de Marajó), passando antes por São Paulo perdi as contas de quantas vezes ouvi a pergunta: "Mas que diabos você vai fazer em Belém?". Vocês querem mesmo saber? Então, apenas leia a frase que Riq Freire usa para definir a cidade: “Belém é a cidade mais incrível que o Brasil ainda não descobriu”. Eis os motivos para ter gostado tanto:


1. Diferete de tudo:


 ZanzibarMarrocos? Para tudo, exótico mesmo é Belém. O menu de sucos tinha pelo menos 10 nomes que nunca tinha ouvido – incluindo aí a tal da fruta muruci, um dos gostos mas alienígenas que minhas papilas gustativas já enfrentaram.

A forte devoção à Nossa Senhora de Nazaré

 Aos cinco minutos do primeiro tempo, topei com um cidadão pilando uma jiboia pra dentro de uma garrafa numa barraquinha de… gente, como definir aquilo? O céu desaba em chuva morna e a vida segue como se nada estivesse acontecendo. O rio que parece mar; A Amazônia; A devoção à Senhora de Nazaré; As revoadas de urubus; As mangueiras do tamanho de cogumelos atômicos; O tacacá na cuia no meio da tarde; Açaí salgado e pirarucu; Onde mais tem disso, criatura?
Todo mundo sentadinho na calçada na hora do tacacá, o chá das cinco de Belém
Todo-poderoso tacacá da Maria, pertinho da igreja de Nazaré, um dos famosos da cidade




2. Mercado do ver-o-peso é uma lou-cu-ra:


Urubus na linha de frente  (no lugar onde os barcos descarregam o peixe na madrugada) e, lá no fundo, o Ver-o-Peso

 O Ver-o-Peso não só é o coração da cidade, como um dos mercados mais incríveis do planeta, para onde confluem os ingredientes da Amazônia, como: Pripioca, jambu, mandioca brava, castanha-do-pará, pirarucu, surubim, filhote, curimata, tambaqui, açaí, taperebá, bacuri…. É um caos dos mais organizados, onde os peixes ocupam a parte fechada (e a mais bonita, sob uma estrutura de ferro), depois aparecem as barraquinhas das frutas e sucos. Em seguida, a parte mais divertida do Ver-o-Peso, com as benzedeiras e seus milhares de pozinhos e óleos para curar de unha encravada a dor de corno. 
 Em outra ala tem as famosas barraquinhas de açaí com peixe frito. Na parte mais próxima do rio estão as bancas de comida mais incrementadinha, onde o carimbó e o brega rolam solto no fim de semana
Benzedeira ao vivo e sobretudo a cores no Ver-o-Peso
Garrafinhas mágicas.
Castanhas de cajú e do Pará no Ver-o-Peso

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Made in Amazonia

Jogatina no Ver-o-Peso

Belem_do_Para - 11


3. Parte do centro histórico impecável:

 Belém fez um esforço titânico nos últimos anos para se tornar mais interessante para o turista – e merece ser prestigiada. O pedaço mais bacana do centro histórico hoje em dia é o complexo de Feliz Lusitânia, a parte mais antiga da cidade, que inclui o lindinho Forte do Presépio, a Casa das Onze Janelas (que abriga um museu), o Museu de Arte Sacra e a Catedral.
Caserio no centro da cidade
Namorico em frente à Casa das Onze Janelas
O centro da cidade está cheio de casarões bacanas
Outra rua meio caidinha do centro. Mas não é que tem a sua poesia?
As mangueiras de Belém, um caso à parte
Um quê de Havana
Belem_do_Para - 15
Um pedacinho bem roots do centro de Belém

A catedral de Belém exalando fotogenia num vim de tarde daqueles


4. A comida vale a viagem:


 Declaro sem medo de ser feliz: a culinária paraense é das mais complexas, ricas, gostosas e interessantes do Brasil. E Belém tem potencial para se tornar uma meca gastronômica de projeção mundial. Não é à toa que chefs como Alex Atala, o espanhol Andoni Aduriz (do Mugaritz) e tantos outros estão sempre em busca de referências por ali. Vou falar dos restaurantes mais famosos da cidade num post à parte. Eles merecem.

5. Sorvetes regionais da cairú:


 Não é à toa que todo mundo fala maravilhas dessa sorveteria tradicional da cidade. Chupa, gelato italiano. Pouca coisa no mundo bate a Cairu.

6. Estação da docas é mesmo bacana:


 Depois de circular pelo Ver-o-Peso e pelo centro histórico, a Estação das Docas é o lugar ideal para relaxar com conforto (e ar condicionado). A comparação é inevitável: é o Puerto Madero de Belém, em menor escala. Uma grande sacada da cidade para revitalizar uma área decadente e criar uma atração turística de peso – que os locais também frequentam entusiasticamente.
Estação das Docas, o Puerto Madero de Belém

Durante os dias de semana, a Estação das Docas fica bem tranquila durante o dia. À noite a coisa muda de figura e os restaurante lotam.


7. Os turistas podem circular em paz:


 Eis uma surpresa muito positiva. Ninguém enche o saco do turista – como acontece em Salvador, por exemplo, onde você corre o risco de engasgar com uma pulseirinha do Senhor do Bonfim. O paraense tem um jeito doce e recatado, receptivo sem ser invasivo. Palmas.

8. Centro histórico bem policiado:


 Estaria exagerando se dissesse que me senti super segura no centro de Belém. Como em toda cidade grande brasileira, com diferenças sociais brutais e a miséria acenando em cada esquina, é preciso ficar esperto. Presenciei uma facada em pleno Ver-o-Peso – uma mulher em outra mulher pelas costas. “É rixa delas, amiga”, me consolou uma local ao ver que ensaiei um princípio de pânico. E era mesmo, mas enfim  Apesar de todos esses pesares, achei o centro histórico extremamente bem policiado. Já é alguma coisa.

9. O mangal das garças é uma gracinha:


 Este jardim amazônico é outra atração relativamente recente que incrementou o potencial turístico da cidade. O Mangal das Garças é bonitinho… e tem até guará (um dos pássaros mais lindos do planeta).
Guarás no Mangal das Garças #semfiltro (o bicho é dessa cor mesmo!)
O lindinho Mangal das Garças


10. Venta constantemente no centro:


 Uma as coisas que me preocupava antes de ir era o excesso de calor. Não funciono muito bem quando os termômetros extrapolam os 30 graus. Mas Belém é abençoada por um vento forte e constante que deixa tudo mais ameno. Fui a pessoa mais descabelada da América Latina durante alguns dias. Mas fui feliz.

OUTRAS CURIOSIDADES:

 A capital paraense Belém se destacou na economia, arquitetura, cultura e gastronomia em diferentes etapas da história. separamos uma lista com fatos e curiosidades que marcaram Belém. Confira:

1. Fundação para proteção da amazônia:
 Belém foi fundada por Francisco Caldeira Castelo Branco em 1616. A cidade tinha como o objetivo proteger a entrada da Amazônia de holandeses, franceses, ingleses e irlandeses. Primeiro acampamento montado em Belém deu origem ao Forte do Castelo.
Complexo Feliz Luzitânia: Forte do Castelo e Casa das Onze Janelas. (Foto: João Ramid/ O Liberal)


2. O histórico mercado do ver-o-peso:

 Quase tão antigo quanto a capital é o seu principal cartão-postal, o mercado do Ver-o-Peso, fundado há 388 anos e está em plena atividade: Entre os principais produtos vendidos no estão o açaí, produtos hortifruti e o pescado. Segundo o Dieese, são vendidas cerca de 30 toneladas de açaí por ano, 30 toneladas de hortaliças por mês e 15 toneladas de pescado por dia.

Mercado do Ver-o-peso é uma das principais atrações de Belém (Foto: Oswaldo Forte / O Liberal)

3. O período de luxo da belle époque::

 No Ciclo da Borracha, entre os séculos XIX e XX, a cidade de Belém teve grande importância comercial, principalmente para o cenário internacional. Neste período foram erguidas construções luxuosas na capital paraense, como o Palácio Lauro Sodré, o Palácio Antônio Lemos e o Theatro da Paz.

Encerramento Festival de Ópera - Theatro da Paz - Belém (Foto: Ingrid Bico/G1)

4. Arquitetura italiana por Antônio Landi:


 A arquitetura da capital foi bastante influenciada pela obra do italiano Antônio José Landi, professor de arquitetura em Bolonha radicado em Belém que foi responsável por interferências na igreja da Sé, a igreja do Carmo e o Palácio Antônio Lemos, que abriga a sede da Prefeitura de Belém. 

Palácio Antônio Lemos Belém (Foto: Everaldo Nascimento/O Liberal)

5. A Belém das Ilhas:

 Além da porção continental, Belém é composta por 39 ilhas que, somadas, representam 65% do território de Belém. Nestes locais a principal atividade econômica é a coleta do açaí. Prédios de Belém vistos a partir da Ilha do Combu, uma das 39 que fazem parte do território da cidade.

Cidade de Belém vista a partir da Ilha do Combu (Foto: João Ramid/ O Liberal)


6. O tradicional vinho do açai: 


 O açaí consumido em Belém é bastante diferente do que é vendido no resto do Brasil: o vinho da fruta é apreciado pelos paraenses com farinha e peixe frito, camarão ou carne seca. Açaí com peixe frito, prato tradicional do almoço paraense.

Ilha do Combu Belém Pará Peixe frito com açaí (Foto: Reprodução/TV Liberal)


7. Revolução popular da Cabanagem:


 Belém foi palco de uma das maiores revoluções populares do país: a Cabanagem. Liderados por Antônio Vinagre, os revolucionários chegaram a tomar conta da cidade em 7 janeiro de 1835, quando presidente da província Lobo de Souza foi assassinado na frente do palácio dos governadores.

Monumento da Cabanagem (Foto: Paula Sampaio/O Liberal)

8. A visita do Papa João Paulo:


 O Papa João Paulo II visitou Belém em 1980, onde realizou uma missa a céu aberto. No local foi erguido um monumento em sua homenagem, e a rua foi batizada com seu nome. A antiga Avenida Primeiro de Dezembro foi rebatizada de Avenida João Paulo II.

Papa João Paulo II, em visita a Belém no ano de 1980. (Foto: Carlos Borges/O Liberal)


9. A grande manifestação de fé:


 Em todo segundo domingo de outubro é celebrada em Belém a procissão do Círio de Nazaré, uma festa católica que reúne mais de 2 milhões de pessoas em um trajeto de 3,6 km pelas ruas da capital paraense. Cerca de 2 milhões de pessoas participam da procissão do Círio de Nazaré em Belém.

Círio de Nazaré. Cerca de 2 milhões de pessoas participaram do espetáculo religioso em Belém.  (Foto: Tarso Sarraf/ O Liberal)

10. Igreja Assembléia de Deus no Brasil: 


 Belém foi a sede da primeira igreja da Assembléia de Deus no Brasil, após a chegada dos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren em 1910. 

Belém foi a sede da primeira igreja da Assembléia de Deus no Brasil, após a chegada dos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren em 1910. (Foto: Divulgação)