EDIÇÃO COMEMORATIVA DO PROJETO CIRCULAR BELÉM, 8 ANOS DE CULTURA E HISTÓRIA NOS BAIRROS CAMPINA E CIDADE-VELHA

No domingo (12/12) das 8h às 20h rola projeto Circular Belém campina-Cidade Velha, com uma programação bem diversificada (cultural, gastronômica, criativas, ambiental e expositiva) nos três bairros iniciais da capital paraense revelando a beleza do patrimônio histórico-cultural. Serão 26 espaços abertos ao público, sendo 15 na Cidade-Velha; 07 na Campina, e mais 04 no Reduto.


O níver do projeto foi tema de um bate papo no canal do youtube do projeto do parceiro Roteiros GeoTurístico (UFPa), ao vivo no sábado (11/12), com participação das gestoras do projeto, a galerista Makiko Akao; a arquiteta e fotógrafa Tamara Saré; e a jornalista e Mestra em Artes Adelaide Oliveira. O vídeo poderá ser acessado durante todo o domingo.


A nova versão comemorativa do aplicativo "Coletivo Circular" (disponível na play store) que apresenta roteiros gastronômicos e culturais para curtir, revelando a riqueza e a diversidade existente nos bairros históricos.


SERVIÇO: 38° Circular Campina-Cidade Velha
Dia: 12/12/2021 de 08 às 20h.
Local: nos bairros Campina, Cid Velha e, Redutos
Web: evento no fb, aplicativosite, perfil twitter.

PROGRAMAÇÃO POR BAIRRO:
BAIRRO DA CAMPINA

Assembleia Paraense Sede Social - das 10 às 16h 
End.: Av. Presidente Vargas, 762.

ARTPHOTOCLUB AP - "Exposição de artistas diversos" + Música ao vivo + Cardápio.


CAS’AMAZONIA BRASIL - 8h30 às 18h00 - 
End.: Tv. Campos Sales, 752 (entre General Gurjão e Carlos Gomes)...

8h30 às 9h30 – Aula de yoga com Tunga Vidya

9h00 às 18h00 – Lançamento da exposição MEADMIREMIRITI de Francelino Mesquita

9h00 às 18h00 – Da Tribu

9h30 às 18h00 – Encerramento da exposição CAMINHOS DO AÇAÍ de Kambô

9h30 às 18h00 – Café da manhã e cozinha oriental com projeto Karai
10h00 às 18h00 – Prana Tropical

10h00 às 18h00 – Duo de Antônio Braga e Ney Rocha

10h00 às 18h00 – Flash tattoo com Olga Garcia, Ana Mauê e Elis Almeida

10h00, 12h00, 14h00 e 16h00 – Visita guiada com Jô Alves e Fernanda Stefani, proprietárias da Cas’Amazonia Brasil


CENTRO CULTURAL DA JUSTIÇA ELEITORAL - CCJE – 9h às 16h
End.: Rua João Diogo, 254 (ao lado do Corpo de Bombeiros). Contato: 3346-8018.

Galeria: - Exposição coletiva "Diário-Tempo" com obras dos artistas Alexandre Alexandrino (BA), Elton Galdino (PA), Gyselle Kolwalsk (PA), Ione Reis (BA), Itatiane Moraes (PA), Kátia Lima (PA), Lívia Prestes (PA), Maurileno Sanches (PA), Mário Noronha (PA), Mileide Barros (PA), Otávio Castro (PA), Rosângela Colares (PA) e Verônica Limma (PA)

Térreo: - Exposição de longa duração “Cidadania - um olhar através do tempo”.


DO IT COWORKING - 10h às 14h
End.: Rua Avertano Rocha, 192 – Contato: (91) 98490.8905...

10h às 14h- Exposição “Tapetes do Oriente: A magia da arte milenar”, em cartaz no domingo especial do Circular.

11h – Exibição do Documentário
The Poot Persian Carpet, de 2009, do diretor iraniano, Elham Asadi. Revela os segredos da produção dos Tapetes Persa.


ESPAÇO CULTURAL VALMIR BISPO E ATELIÊ JUPATI – 9h às 17h
End. Trav. Padre Prudêncio,681 (entre Carlos Gomes e Gama Abreu)- contato (91)8513.3347...

9h - Abertura Exposição BRINCADEIRA NA MARGEM com Verônica Limma.

9h - Feira de Artesanato e Pintura Corporal Indígena e plantas ornamentais

10h até 12h - Bate-Papo Jupati tema: O Negro Dentro na Cultura mediadora Glauce Santos participação André Limma (Produtor Audiovisual), Carlos Vera Cruz (Ator e Performance), Jean Ribeiro (Artista Visual), Joyce Nabiça (fotógrafa), Verônica lima (Multiartista).

13h até 14h - O show SOB A LUZ DO LUAR com Flávia Hunter - Acompanhada pelo pianista Alan Reis. No repertório, Chico Buarque, Beatles, João Bosco, Sueli Costa, Ivan Lins, Cartola dentre outros. Um show de voz e piano.

16h até 17h - Apresentação de Performance com Marcelo Ubuntu - prof. de teatro e performance.


FOTOATIVA - 9h às 19h30
End.: Praça das Mercês...

• Feira de impressos e publicações independentes, Marca D’água.
• Bar - Água, Refrigerante e cerveja o dia todo
• Lojinha - Produtos Fotoativa + Livros e revistas de Arte, Educação e Patrimônio, para ler, comprar e compartilhar.

9h às 11h – Oficina - Produção criativa de Zines - Com Geisa Brito; um diálogo sobre o universo das zine (contexto, intuito, formas, processos criativos, referencias) e entrar na área prática da produção e experimentação.

Material: Folhas de papel A4 (diversas); estiletes; agulhas; linhas de costura; canetas (diversas); tesouras. Preço: R$30,00.

18h30 – Música ao vivo - Banda Parayso 2 K-Langows - Lançamento do albúm homônimo


RESTAURANTE DONA JOANA – 11h30 às 18h. 
End.: Trav. Campos Sales, 482...

• Cinecafé: Curta “Côncavo” de Duda Falesi e Gabriel Darwich
BAIRRO CIDADE VELHA

LE BISTRÔ – 16h – 
End.: Trav. Marquês de Pombal,44 (Feira do Açaí). Contato: (91) 9110.9809.

17h00 - Degustação de ostras de Pereru de Fátima São Caetano de Odivelas em 3 versões
17h30 - Fermenta Caboco falará sobre fermentação de alimentos com degustação e venda de produtos.
18h30 - Pocket show de Alba Mariah

• Comidinhas e vinhos em taça

PAPEL DA AMAZÔNIA e ATELIÊ DO ZOCA - 10h as 18h - 
End.: Rua Dr. Rodrigues dos Santos 181, (entre Gurupá e Cap Pedro Albuquerque)...

• Papelaria e espaço cultural do artista visual José Fernandes


PIMENTA NA CUIA – A partir das 13h
End.: Rua Rodrigues do Santos, 186. Contato: (91)8296.7878.

• Gastronomia de Selma Lúcia
• Exposição do acervo do Espaço Gastronômico Pimenta na Cuia, com obras de PP Conduru, Carla Duncan e Igor Diniz.


REBUJO
End.: Rua São Boaventura,171. Contato: (91) 98067.0580.

Drinks: Cervejas, Refrigerante Aguá, Cozinha da Suly

08:30 -  café da manhã
09:00 - 18:00 galeria aberta com a exposição "memorabilia"
09:00 - 10:00: aula de yoga
10:30 - 11:30: oficina de pintura botânica minimalista
11.30 - 12:30: oficina de iniciação ao documentário
11:30 - 15:00: almoço
15:30 -16:00: visita guiada pela galeria
17:00 -18:00 Aulão de carimbó
10:00 - 16:00 Ferinha colaborativa
19:00 - Show grupo Tamboiaras
20:00 Show com sentinelas do Norte


SIMM – 9h às 17h 
End.: Complexo Felix Lusitânia e Praça Amazonas...

• Casa das Onze Janelas - Exposição: Japonésia - O Japão pelos olhos do artista-viajante Naoki Ishikawa, em um relato em primeira pessoa, como se desvendando parte de seus diários de viagem e memórias na forma de imagens.
• Forte do Presépio – Visitação à exposição permanente
• Museu de Gemas (São José Liberto) – Visitação ao espaço


VARANDA DO AXÉ - 8h às 16h 
End.: Travessa Gurupá nº 18 (entre Dr. Assis e Rua São Boaventura). Contato: (91) 98954-5313...

• Exposição "Encantamentos marginais: o axé representado no graffiti de Henrique Lima (Osga Mc)"
• Contação de histórias do coletivo Poeme-se da Terra Firme - Narrativas sobre as Yabás (orixás femininas) Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã.
• Música - Geraldo Nogueira e Flávia Hunter cantarão sambas e outros ritmos da varanda da casa, além da DJ Jack Sainha e do DJ Azul, que tocarão brasilidades, durante a manhã e também de tarde.
• Enceramento - 16h - Cortejo puxado pela bike som La Ludibriosa, que fará o percurso do Porto do Sal até o Canto do Zé Petiscaria.

BAIRRO REDUTO
ANTONIETA HOSTEL, CAFÉ e BISTRÔ – A partir das 8h
End.: José Malcher, 592 Nazaré – Contato: 91 98727-2421 ou 91 98258-0380...

8h - Café da manhã
9h - Exposição de Fotos históricas da Avenida São Jerônimo
10h - Café com as Antonietas da história
10h - Visitação ao casarão
12h - Almoço


CASA IGÁ RESTAURANTE - 11h30 às 17h 
End.: Trav. Frei Gil de Vila Nova,215. Contato: (91) 98417.4209...

• Distribuição da cartilha de ingredientes base da cozinha IGÁ - A cada edição do Circular, o espaço apresenta uma letra do alfabeto contando a história desses ingredientes que são utilizados nos preparos dos pratos do restaurante. Você pode vir conhecer o espaço e levar a cartilha para colecionar!


CASA DO FAUNO – 8h às 20h
End.: Aristides Lobo, 1061 (entre Benjamim e Rui Barbosa). Contato: (91) 8838.1808...

08h - Café da manhã
(Café, sucos, pães, bolos, tapioquinhas)

09 às 15h – Feirinha de Livros

09 às 18h00 - Exposição: Avulsos - Artista: Igor Diniz

09h às 13h00 - Oficina: Desenho, Percepção, Leitura e Produção – Com Igor Diniz

12h - Almoço (cardápio elaborado especialmente para o domingo do Circular)

15h30: Fé no Batuque

Microfone aberto. Quer um café? Vem que trocamos um café por um poema recitado.
Poeta convidado: Jorge Andrade


MEMORIAL PE. BRUNO SECHI - 9h às 14h 
End.: Rua Municipalidade, 489 (esquina da Tv Rui Barbosa). Contato: 98745.4336...

• Preservar, homenagear e tornar conhecida a trajetória de luta de Padre Bruno. O local reúne peças como medalhas, honrarias e objetos pessoais.
• VIsitantes poderão deixar registro de sua convivência com o padre Bruno, que poderão ser postados nas nossas redes sociais e outros. 





PATRIMÔNIO CULTURAL PARAENSE E DA HUMANIDADE UNESCO

Preservação do patrimônio imaterial parauára

 
O Pará é um dos estados mais ricos em manifestações culturais de natureza imaterial: o Círio de Nazaré, a culinária, suas danças típicas. O Patrimônio Cultural Imaterial: Festa do Círio de Nazaré (realizada em Belém e em outras várias cidades do Estado) e as Festividades do Glorioso São Sebastião (na Região do Marajó), o Carimbó.


 Assim a Diretoria de Patrimônio (Secretaria de Estado de Cultura), busca legislação estadual para o tema, para que o Estado do Pará possa ter política própria de reconhecimento de suas manifestações culturais imateriais.

 Desde de 2001, o Iphan trabalhado em parceria com a comunidade (gestão participativa do bem cultural e proteção). Por meio de reuniões e consultas públicas realizadas periodicamente, para: elaboração, execução, acompanhamento e avaliação das ações. A comunidade responsável pelo com processos de reconhecimento patrimonial e ações de salvaguarda (proteção do bem imaterial), reune: a Arquidiocese de Belém, Congregação de Padres Beneditinos, Comissão da Festa, associações católicas, entre outras responsáveis



REDE CASAS DO PATRIMÔNIO PARÁ

 Duas celebrações que ocorrem no Pará estão registradas como Patrimônio Cultural Imaterial: a Festa do Círio de Nazaré (Belém e interior) e as Festividades de São Sebastião (região do Marajó). A Festa do Círio de Nazaré - reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, em 2013 – é realizada em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, considerada uma das maiores concentrações religiosas do mundo, reunindo milhões de pessoas que percorrem as ruas da cidade. O percurso demonstra aos fiéis a história da descoberta da imagem da santa por um caboclo, às margens do igarapé Murutucu, no local onde foi construída a Basílica de Nazaré.
 As Festividades do Glorioso São Sebastião prestam homenagem ao santo associado às virtudes de um guerreiro, reconhecido como protetor e advogado. Assim como o Círio, essa festa ocorre em várias localidades da Região do Marajó, e pode durar de duas semanas a seis meses. Uma comissão de peregrinos percorre as redondezas do local da Festa recolhendo donativos para o santo, entoando as ladainhas. Anualmente, entre os dias 10 e 20 de janeiro, ocorrem as festividades marcadas por um ciclo de levantamento e derrubada do mastro. Simultaneamente, acontecem procissões, ladainhas, festas dançantes. Também estão associados à Festa o frito do vaqueiro, comida típica local, o leite de onça e a luta marajoara. 
 O Carimbó esta presentes em diversas práticas de lazer, religiosidade, manifestações artísticas, brincadeiras, festas comunitárias e familiares paraenses. É uma das mais significativas formas de expressão musical do Estado do Pará. A pesquisa de identificação do Carimbó foi feita nas regiões Nordeste Paraense, Metropolitana de Belém e Marajó, realizada pelo Iphan entre os anos de 2008 e 2013. O levantamento baseou-se em dados bibliográficos, registros audiovisuais, pesquisa de campo que possibilitou a identificação de diversos bens culturais do universo do Carimbó. Os pesquisadores visitaram mais de 150 localidades em 45 municípios, resultando em 415 entrevistas.
 A Linguagem Regional desde 2011 é patrimônio cultural do Estado do Pará (lei n° 7.548). Segundo a lei as palavras que farão parte desse patrimônio imaterial são: pai d'égua (significa excelente); égua (demonstra a emoção de cada frase); “é-gu-a” (poxa vida); levou o farelo (se deu mal); pitiú (cheiro do peixe); só-te-digo-vai! – (mãe chamando atenção do filho desobediente); te acoca (te abaixa); tuíra (pele ressecada); mas-como então? (explique); bora logo! (se apresse).

 O Iphan também realizou o inventário dos Desenhos Ornamentais das Cuias de Monte Alegre e Santarém, do Tacacá, da Fabricação da Farinha de Mandioca, da Ilha de Marajó, das Festividades de São Sebastião, do Complexo Ver o Peso, e dos Ofícios Tradicionais do Centro Histórico de Belém, e das Embarcações Tradicionais de Comunidades Pesqueiras do Pará, no âmbito do Projeto Barcos do Brasil - Inventário Nacional de Referências Culturais.
 Também foram concluídos o Mapeamento das Referências Culturais do Estado do Pará e o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) - Levantamento etnolinguístico de comunidades afro-brasileiras (projeto piloto).

O CINEMA MAIS ANTIGO DO BRASIL EM FUNCIONAMENTO

Talvez o cinema mais antigo em funcionamento do mundo

O Cine Olympia no município de Belém, fundado 1912 pelos empresários Carlos Teixeira e Antonio Martins, donos do Grande Hotel e do Palace Theatre (na mesma área). 

 Após seu fechamento em 2006, a prefeitura municipal resolveu compra-lo atendendo aos apelos da sociedade que compareceu em massa à sessão de despedida, assinando um contrato com o proprietário da casa para mantê-la como espaço cultural.


UM POUCO DE HISTÓRIA:

 Em 1912 época da Belle Époque (era dourada) que iluminava a capital paraense com a cultura européia nos trópicos, tinha como seus principais pilares as belas construções e conjuntos arquitetônicos aonde a intelectualidade se manifestava. Um dos locais mais ‘badalados’ era o Theatro da Paz e o Grand Hotel. Mas ao lado, tinha ainda um belo cinema completando o quadro. 

 Com a influência da arquitetura Art Deco, o Cine Olympia foi inaugurado durante o governo de Antônio Lemos e era ponto de encontro, aonde o luxo e o requinte do espaço combinavam com a sofisticação da sociedade paraense atual. Era um período rico em diversos aspectos, e o Cinema Olympia projetava sonhos, filmes de Chaplin, Greta Garbo e Rodolfo Valentino enquanto as damas e cavalheiros se encontravam pelos corredores usando seus melhores trajes.

 O cine ameaçou chegar ao fim com a chegada de seu centenário. Com inúmeras dificuldades, quase fecha as portas em 2006. Protestos de artistas e agitadores culturais fizeram a prefeitura assinar um contrato de locação do espaço que já dura seis anos com uma programação de qualidade que visa formar uma platéia que veja o cinema como arte além de pura diversão.

PATRIMÔNIO HISTÓRICO:

 Especialistas do departamento de patrimônio histórico estão fazendo estudos e pesquisas para verificar se, além de ser a casa de exibição audiovisual mais antigo no país, poderá ser a mais antiga do mundo em funcionamento, o que valeria um registro no livro Guiness Book. O Olympia nunca parou de funcionar, fez apenas alguns intervalos na programação para reformas, como a revisão da cobertura de instalações elétricas e da estrutura hidráulica.

CAMINHOS DA ESTRADA DE FERRO BELÉM-BRAGANÇA

RESUMO:

 No intuito de colonizar e desenvolver a Região Bragantina (no Estado do Pará) e fornecer produtos agrícolas para Beléma capital do Estado, o Governo inicia a construção da "Estrada de Ferro de Bragança" (EFB). Foram 80 anos de funcionamento, transportando em 222 km não só mercadorias mas esperança e muitas vidas ao longo das extensas vilas agrícolas paraenses.


A locomotiva Maguary na estrada na cidade de Marituba
 A "Estrada de Ferro de Bragança" ou "Linha de Trem Belém Bragança" é a mais conhecida entre as três estradas de ferro no estado do Pará e funcionou com sua extensão máxima de 1908 a 1964 ligando a estação de São Brás na capital Belém à cidade de Bragança.

HISTÓRIA:


 A ferrovia começou a ser construída em 1883 e inaugurado em 1884 seu primeiro trecho, de 29 km, entre a estação São Brás e a cidade de Benevides.


 Em 1885 ganhou outros 29 quilômetros e atingiu a localidade de Itaqui, próxima a Castanhal, mas, as obras de construção ficariam paralisadas até 1901. Somente em 1908 a estrada atingiria a cidade de Bragança, chegando à sua extensão máxima.


 Esta Pertenceu ao Governo do Estado do Pará até 1936, quando foi entregue à União Federal. Em 1957 foi uma das ferrovias da Rede Ferroviária Federal, que desativaria suas linhas alguns anos depois.


 A ferrovia possuía também 3 ramais: Ramal do Pinheiro (em Icoaraci - Belém), Ramal de Benfica (Santa Bárbara do Pará) e Ramal de Prata (Santa Maria do Pará).


ESTAÇÕES:


Belém Porto – 0 km Belém São Braz – 5,34 km Belém Entroncamento – 10,88 km
Tapanã (Parada) – 18,480 Km Ananindeua (Parada) – 19,121 km Benjamin Constant – 19,175 Km
Sumauma (Parada) – 20,050 Km Prata – 20,777 Km Tenoné (Parada) – 20,800 Km
Prata – 20,777 KmMarituba – 22,55 kmMaguary (Parada) 26,306,90
Pinheiro – 26,457,18 Km Canutama (Parada) – 30,397 km Benevides – 33,228 km
Moema (Parada) – 42,97 km Santa Izabel – 46,038 km Americano – 58,34 km
Apeú – 66,513 km Km 72 (Parada) - 71,17 km Castanhal – 73,86 km
Km 80 (Parada) – 79,855 km Anhanga – 88,703 km Granja Eremita (Parada) – 100 Km
Jambu-açú (Parada) – 108,854 Km Igarapé-açú – 116,402 Km 1° Caripy (Parada) – 121,368 Km
2° Caripy (Parada) – 124,813 Km São Luiz – 133,571 Km Livramento (Parada) – 139,606 Km
Timboteua – 151,560 Km Peixe-Boi – 161,704 Km Capanema – 179,92 km
Tauari (Parada) – 196,568 Km Quatipuru 207,982 Km Tracuateua (Parada) 215,86 Km
Rio Branco (Parada) – 220 Km Bragança 233,18 Km X

CRONOLOGIA:

1848 – Governo Imperial doa ao Governo Provincial 06 léguas de terras distantes de Belém, para ser demarcado e povoado. 

1870 - Inicio das negociações sobre a construção de uma ferrovia, que deveria ligar Belém a São Luiz.

1875 – Foi empossado o Presidente Provincial Francisco Maria Correa de Sá e Benevides. Uma das prioridades de governo era colonização e imigração na área da EFB. Fizeram grande propaganda inclusive no exterior.

Chegaram os primeiros 68 imigrantes em abril. 

– Festa de inauguração da Colônia "Nossa Sra. do Carmo de Benevides", com 50 colonos com maioria franceses. Benevides virou inspiração para as novas colônias na região. 

1877 – Extinção da Colônia de Benevides, por Ministério da Agricultura, pois a manutenção era dispendiosa aos cofres públicos. Mas o Presidente de Colonização  Antônio Gonçalves Nunes, determinou que a colônia não fosse totalmente desativada, permanecendo 17 famílias. 

– A seca assolou o nordeste, 800 flagelados foram transferidos para as terras de Benevides. O capitão Valentim José Ferreira foi procura-lôs. 

– Os lotes 73 à 76 da colonia de Benevides foi escolhido por Valentim José Ferreira e Izabel como sua moradia. Izabel doava remédios para os doentes nordestinos locais, passou a ser chamada de Santa, dando origem mais tarde ao nome do lugar (Santa Izabel). 

1878 – Chegada mais 12.500 nordestinos a colônia de Benevides. 

1883 - Após várias demoras e desistências, a obra da ferrovia EFB começou.

1884 – Inaugurado em setembro o 1º trecho da EFB de 29 Km, entre São Brás e Benevides. Na ocasião foram libertos escravos na colônia de Benevides.

- Criada a parada em Ananindeua (terra de árvores grandes).

1885 – Em outubro Tristão de Alencar Araripe asume o Governo da Província, deu inicio a demarcação do Núcleo de Araripe (atual Americano) com 30 lotes, para 21 famílias açorianas. 

- Ferrovia ganha mais 29 km, chegando na região de Itaqui (próxima a Castanhal), com novas paradas em Apeú e Santa Izabel dando início a ocupação efetiva do território.

1887 – Construção do prolongamento da ferrovia até o Jardim Público (3.500m) da Estação São Braz à Estação Central de Belém na Av. 16 Novembro.

1888 – Inauguração do prolongamento São Braz-Central (José Bonifácio, Gentil Bitencourt, Rui Barbosa, Mundurucus, Batista Campos, Ângelo Custódio, 16 de Novembro). 

- As obras da outra parte da ferrovia, até Bragança, ficaram paralisadas até 1901, devido implantação do novos núcleos coloniais.

– Outra seca atinge o nordeste, 3.480 flagelados foram transferidos para o Núcleo de Araripe (atual Americano).

americano Thomaz Kellmon construiu um engenho de cana de açúcar no Núcleo de Araripe. Thomaz distribuía quinino para tratamento de malária dos doentes locais. Tornou-se referência, as pessoas diziam: "Vou no americano" e "Moro no americano", dando origem mais tarde ao nome do lugar (Americano).

1893 – Implantação do núcleo colonial de Castanhal (região de planície com imensos pastos naturais) conhecida pelos boiadeiros que passavam com destino a Belém). 

1894 - Criação da parada de Maracanã (rio Maracanã), como ponta de um trecho construído a partir de Castanhal. 

1895 – Criação do núcleo colonial de Marapanim e núcleo de Jambu-Açu. 

– A ferrovia ao chegar no povoado de Timboteua (lugar de cipó trepador) gerou um êxodo do núcleo e extinção em 1906. Surgindo um novo povoado as margens da ferrovia no Km 147, a "Nova Timboteua".

1898 – Fundação do núcleo colonial de Santa Rosa. 

Criação do núcleo colonial José de Alencar, território desmembrado de Marapanim. 

– Criação do núcleo colonial Anita Garibaldi, na margem da estrada Castanhal-Curuçá.

– Criação do núcleo colonial de Inhangapy (3 km de Castanhal). 

- Governo do Estado para desenvolver pequenas propriedades rurais, estabelece concessões para a criação dos Burgos Agrícolas, como o Burgo de Santa Rita do Caranã e Burgo Granja America. 

1899 – Implantação do núcleo de Ianetama (19 Km de Castanhal). 

– Santa Izabel foi elevada a categoria de Vila (imensa gleba para implantação agrícola, situada à margem do antigo varredouro dos índios tupinambás).

1903 – Criação da parada de Anhanga (cidade de visagem ou fantasma) – atual São Francisco do Pará no Km 95 - com a abertura do trecho de Apeú a Jambu-Açu

– Criação da estação na Vila do Livramento (entre São Luiz e Timboteua). Passa sob uma ponte de ferro sobre o rio Maracanã.

– Aprovado o projeto para a construção das oficinas de Marituba (lugar abundante de marís). A gleba de Marituba era extensão do núcleo de Benevides. No local havia uma fábrica de papel (destruída em 1898). Marituba foi entregue ao governo para pagamento de seu débito e repassada à ferrovia EFB para construção das oficinas mecânicas que funcionavam na estação São Braz. 

1904 – Criação da estação de Igarapé-Açu (caminho de canoa). 

1905 – Inicio da construção da Vila de Marituba e sua estação. 

1906 – Inaugurado o Ramal do Pinheiro em Icoaraci. 

1907 – Inaugurado a Vila e a estação de Marituba. 

– Criação da primeira estação em Santa Izabel. 

– Inaugurado o trecho de Peixe-Boi (Km 163), a Estação Experimental e a estação de Bragança.

1908  A ferrovia EFB finalmente chegaria a cidade de Bragança. Avançou mais 31 km chegando à sua extensão máxima.

- Inaugurado o prologamento até a Cachoeira (Quatipuru) atual Miraselva no Km 211, se tornando a 1ª parada da ferrovia na região bragantina. Pertencentes ao núcleo de Capanema (terra azarada ou caça escassa).

– Criação do assentamento de Tracuateua (local abundante de tracuá) e a parada no Km 221.

– Augusto Montenegro fez uma viajem de teste na ferrovia, dia 2 de abril partiu às 22h de Belém e chegou as 6h em Bragança. 

- Inaugurada a estação Raimundo Viana.

- Mudança, iniciou viagens diáriamente com saída as 5h da manhã e chegada as 15h. 


- Implantação do telegrafo junto aos trilhos, com função de avisar se havia pessoas para embarcar nas estações. 

1910 - Criação de alguns ramais, como de Benfica e de Benjamim Constant (estação de Sapucaia).

Obs.: Embora os governos tivessem levado a termo a construção da ligação ferroviária, excetuando-se dois curtos períodos, entre 1916 e 1920, e 1922 e 1925, as operações da EFB jamais foram superavitárias.

1921 Mudança, inicia a política de contenção de gastos. 


- Aumento das tarifas para melhorar a manutenção da ferrovia, após análise dos preços dos produtos das lavouras bragantinas com os custo para transporte. 


- Discussão da possibilidade de encampação da ferrovia pelo governo federal.

1922 – A responsabilidade da ferrovia passa do Governo do Estado do Pará para o Governo Federal. 

1930 – Juarez Távora Ministro da Aviação e líder da revolução nacional (Era Vargas), por imposição das Forças Armadas do Pará, designou Magalhães Barata para Interventor Federal.

1938 - Ananindeua se torna sede distrital, pertencendo ao município de Santa Isabel do Pará,


1944 - Ananindeua é elevado a Município (atividades de extração de argila e areia)

1956 – Juscelino Kubitchcheck através do Plano de Metas intensificou a expansão da "Rede Rodoviária Nacional". 

1957 – A ferrovia da "Estrada de Ferro de Bragança" foi incorporada a "Rede Rodoviária Nacional",

1960 – Estabelecido o Ramal entroncamento até o porto de Belém pela Av. Pedro A. Cabral.

– Construção da Rodovia BR-010 (Belém-Brasília), na mesma época a EFB foi inserida no Plano de Extinção de Transportes, para desativação da ferrovia. 

- Surgem as primeiras estradas rodoviárias, como exemplo a Rodovia BR-316

- A diminuição de passageiros da ferrovia causou queda no faturamento gerando déficit. Isto virou a arma de vingança do general Juarez Távora (Ministro do Governo Militar) ao povo do Pará pelo o acontecido de 1930. 

1964 – Juarez Távora (Ministro dos Transportes do Governo Militar de Castelo Branco e Vice-Rei do Norte) estabele prazo final de funcionamento da EFB até dezembro de 1964. 

- Existiam 30 locomotivas, todas as cidades dependentes da ferrovia para escoar os produtos abriram estradas até a rodovia. 

- Juarez Távora alegou que a EFB era deficitária e ordenou a destruição de todas as locomotivas da ferrovia e das principais estações, restando apenas os prédios das paradas nas vilas. Os trilhos foram retirados e enviados ao local de origem, Fortaleza. 

- O Interventor Alacid Nunes destruiu a bela estação em São Brás e construiu a horrenda Estação Rodoviária.





MAPAS:


1. Belém Porto; 2. Belém São Braz; 3. Belém Entroncamento; 4. Ananindeua; 5. Marituba; 6. Canutama; 7. Benevides; 8. Moema; 9. Santa Izabel; 10. Americano; 11. Apeú; 12. Km 72; 13. Castanhal; 14. Km 80 ; 15. Anhanga; 16. Granja Eremita; 17. Jambu-açú; 18. Igarapé-açú; 19. 1º Caripy; 20. 2° Caripy; 21. São Luiz; 22. Livramento; 23. Timboteua; 24. E. Experimental; 25. Peixe-Boi; 26. Capanema; 27. Tauari; 28 .Quatipuru; 29. Tracuateua; 30. Rio Branco; 31. Bragança.



Mapa ampliado do trecho de Belém a Castanhal e Ramal de Pinheiro em 1919

Mapa da Capital Belém em 1889


Fontes:

Livro Trilhos o Caminho dos Sonhos - 2008 - De José Leoncio F. de Siqueira. 

Blog Adrielson Furtado - Memorias da Estrada de Ferro de Bragança - 2010 - De Adrielson Furtado

Livro Nas Dobras da Memória Oficial de Capanema - 2011- De Jerônimo da S. e Silva e Agenor S. Pacheco

Site Eu Bragantino - A Estrada de Ferro de Bragança


Site Estações Ferroviarias - Estrada de Ferro de Bragança - Estado do Pará Linha-Tronco e ramais


Livro Contribuição à Interpretação da Constituição do Campesinato na Zona Bragantina - 2010 - Leonardo M. de L. Leandro Fábio C. da Silva





CÍRIO DE NAZARÉ 4º PATRIMÔNIO IMATERIAL BRASILEIRO

UNESCO - Patrimônio Cultural
UNESCO Patrimônio Cultural
 O Círio de Nazaré, que congrega milhares de fiéis todos os anos em Belém do Pará, foi incluído em 2014 na lista de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco através do Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

 Com esta inclusão, o Brasil passa a ter 4 bens imateriais protegidos, são eles: o Samba de Roda do Recôncavo Baiano, a Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi, e o Frevo de Pernambuco.

 O reconhecimento de uma prática como patrimônio imaterial não dertermina um aporte financeiro concreto, mas serve, como meio principal de promoção e visibilidade, além de abrir mais possibilidades para medidas de salvaguarda.

Para mais info acesse o artigo do IPHAN.

CÍRIO DE NAZARÉ:

 A festa em honra a Maria, Nossa Senhora de Nazaré, tem como principal cortejo o Círio, que ocorre desde 1793. A festa religiosa envolve outras celebrações que começam em agosto e duram por mais 15 dias após o Círio a quadra Nazarena. Para os paraenses é o momento de demonstração de fé e reafirmação de laços afetivos e familiares.




 Atualmente, o Círio de Nazaré agrega mais de dois milhões de pessoas no dia da procissão, promovendo um fato religioso com dimensões social, turístico, cultural e econômica. Sendo considerada a jornada de fé com maior concentração religiosas do mundo. O Círio ocorre há 220 anos contínuos e possui grande apelo popular. Em sua primeira realização, ja contou com cerca de 10 mil pessoas, atraídas por elementos que combinam a identidade brasileira: alegria, união, devoção e fé que dão movimento e vida.

 A origem do Círio é um mix de mitos e história contados por devotos. As festividades são centradas na devoção à imagem da Virgem de Nazaré que foi encontrada por um homem do campo. Ele descobriu uma pequena imagem entre as pedras às margens do igarapé Murutucu, atualmente local da Basílica de Nazaré. O homem levou a imagem para casa e no dia seguinte ao acordar, ela havia desaparecido. e re-encontrada novamente no mesmo lugar.


 O fenômeno repetiu-se várias vezes, até que o governador da época mandou que a imagem fosse levada para a capela do Palácio do Governo, onde ficou guardada pelos soldados. Mas, no dia seguinte a mesma foi de novo encontrada às margens do igarapé, com gotas de orvalho e carrapichos presos a seu manto, indicando uma longa caminhada. O Círio de Nazaré revive esse trajeto – o ir e vir – feito pela Santa.


PATRIMÔNIOS BRASILEIROS:

- Samba de Roda do Recôncavo Baiano:

Para mais info acesse o artigo do IPHAN





- Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi:

Para mais info acesse o artigo do IPHAN



- Frevo de Pernambuco:

Para mais info acesse o artigo do IPHAN