PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO CARNAVAL MANGUEIROSA BELÉM 2024

 O Circuito Mangueirosa é uma iniciativa na cidade de Belém do Pará através da união de várias produtoras culturais (Filhos de Glande, Bando Mastodontes, Se Rasgum, Meachuta, Lambateria e, Melé) para realizar um evento que promovesse o resgate do carnaval de rua na capital paraense, em um formato que contemplasse a cultura regional dentro de toda a sua diversidade, amparada por uma estrutura profissional de palco e com segurança ao público.

 Em 2024 a programação promete muitos shows 0800 e agitação de carnaval de rua no complexo Ver-o-Rio, depois continua na Casa Mangueirosa com pagamento de ingressos que podem ser adquiridos pela internet (ingresse.com), os valores são: 2º lote Passaporte 5 dias é 80 reais, e; Ingresso por dia é 20 reais. Obs: na bilheteria da Casa Mangueirosa estará custando 30 reais a noite; Lista trans free da Casa Mangueirosa fale com @redeparaensetrans e @psinb.vicky.

 Este ano serão cinco blocos que farão as alegrias dos foliões nos dias 10, 11, 12, 13 e, 17 de fevereiro: Lambateria, Toma Tua Pisa, Lucha Libre, Filhos de Glande e, Tchau Tchau Amor - cada dia com uma proposta diferente de curtir o carnaval. #CircuitoMangueirosa2024 



PROGRAMAÇÃO COMPLETA (GRATUITA E PAGA)


Sábado (10/02) Lambateria...
Pitiú no Ver-o-Rio (0800):
15h00 - DJ Ananindeusa 
16h30 - Sandrinha + Bella e Maria 
17h30 - DJ Ananindeusa 
17h45 - Félix Robatto + Lucas Castanha, Lucyan Costa, Mell Pinheiro e, Nanda Miranda 
19h15 - DJs Edilson e Edielson (Mega Príncipe Negro)

After na Casa Mangueirosa (pago):
21h30 - DJs Estamyna 
23h00 - Zaynara + Samaúma 
01h00 - DJ Márcio Lins

Domingo (11/02) Toma-Tua-Pisa...
Pitiú no Ver-o-Rio (0800):
15h00: Shayra Brotero + Tiffany Boo 
16h00: Camila Castro, Gigi Furtado e Amanda de Paula + banda da diversidade 
17h30: Shayra Brotero + Scarlety Queen
18h00: Jeff Moraes + Vanessa Ayres e Raidol 
19h40: Shayra Brotero 

After na Casa Mangueirosa (pago):
21h30: Baby Princess 
23h00: Fé no Batuque + MC SuperShock, EdLuz e Alba Mariah 
1h Rafa Militão

Segunda (12/02) Lucha-Libre...
Pitiú no Ver-o-Rio (0800):
15h00: DJ Sanira e DJ Zezé
16h30: Lia Sophia Bloco + convidados
18h DJ Sanira e Dj Zezé
19h Felipe Cordeiro + Rebeca Lindsay, Leona e, Malu Guedelha 

After na Casa Mangueirosa (pago):
20h00: Abertura da Casa 
21h30: Jack Sainha e Roberto Figueiredo
23h00: AQNO + Layse e Luigy
1h00 Misha e Jon Jon
02h30 Fakejapanese e MauVianna

Terça (13/02) Filhos de Glande...
Pitiú no Ver-o-Rio (0800):
16h00: DJ Seu Edvaldo
17h00: Arthur Espindola, juliana Sinimbu e, Iara-Mê
18h30: DJ Seu Edvaldo
19h00: Orquestra aerofônica

After na Casa Mangueirosa (pago):
22h00: DJ Fristan Soledade
Meia-noite: Gang do Eletro
02h00: DJ Jr Alucinado

Sábado (17/02) Tchau-Tchau-Amor...
Pitiú no Ver-o-Rio (0800):
15h00: DJ Tchau Tchau Amor
16h00: DJ Nat Esquema
17h00: Tamboiaras + Brenda Moraes, Iris da Selva e, Katarina Chaves 
19h00: DJ Nat Esquema 
Trio/Cortejo: Julia Passos, Ruth Costa e, Rafaela Travassos

After na Casa Mangueirosa (pago):
22h00: DJ Tiana
Meia-noite:: Pagode das Meninas + Richelle Halliday e Layse
02h00: DJ Gabi Matos

HISTÓRIA

 A primeira edição do Mangueirosa levou às ruas mais de 30 mil pessoas durante os 4 dias de programação, constituído por 4 blocos: Lambateria (capitaneado pelo expoente da guitarrada Félix Robatto), Bloco Manada (regido pelo Bando Mastodontes, uma banda que conquistou território com ritmos de matriz africana), Bloco Lucha Libre (encontro das produtoras Meachuta x Se Rasgum, com uma pegada mais pop) e o tradicional Bloco Filhos de Glande. (celebrando o carnaval clássico, sempre homenageando uma personalidade do carnaval). Após a programação na rua, um cortejo conduzia o publico até uma casa de shows, onde a festa continuava a acontecer, mas com cobrança de ingressos e programação diferente da rua, mas que também passeando pela diversidade musical/cultural do estado.

 A edição de 2020 veio diferente, com o acréscimo da sexta feira a programação. Além dos blocos, foi realizado um dia de abertura do festival com show da diva da música Dona Onete. A segunda edição trouxe ao público um salto de qualidade na estrutura, aumento de segurança e policiamento, e também contou com a participação dos concessionários que vivem o seu dia-a-dia no ver-o-rio pra dentro da festa, gerando assim uma renda complementar para essas pessoas.

 Em 2021 ocorreu a impossibilidade de realizar a terceira edição por conta da pandemia de covid 19. Assim o Circuito Mangueirosa, que restorna em 2023, divulgou dia 07/02, a programação oficial da edição de 2023. O circuito será gratuito entre 18 e 21 de fevereiro no Complexo Ver-o-Rio.


programação sábado mangeuriosa 2024 bloco lambateria
programação sábado lambateria

programação domingo mangueirosa 2024 bloco toma-tua-pisa
programação domingo toma-tua-pisa

programação segunda mangueirosa 2024 bloco lucha-libre
programação segunda lucha-libre


programação terça mangueirosa 2024 bloco filhos-de-glande
programação terça filhos-de-glande

programação sabado mangueirosa 2024 bloco tchau-amor
programação sabado tchau-amor

CEMITÉRIO DA PRAÇA DA REPÚBLICA, PONTOS TURÍSTICOS DE BELÉM ASSOMBRADOS COM BASE HISTÓRICA

 A região Norte do Brasil é famosa por suas histórias sobrenaturais que envolvem seres místicos e aparições visagentas. Mas, há lugares turísticos na cidade que comportam histórias desconhecidas por muitos paraenses, que causam arrepios sem ao menos entender-se o porquê. 

Necrotério no meio da Feira do açaí

 Localizado na travessa Marquês de Pombal, no bairro da Campina, o pequeno prédio na beira do rio esconde um segredo que poucos paraenses sabem. Lá no início do século XX,  funcionava um dos primeiros necrotérios de Belém. 

Na época, era comum os populares irem cedo à feira do Ver-O-Peso e encontrarem mortos estirados na pedra, aguardando os responsáveis chegarem para realizar a remoção e limpeza. Imagine vivenciar a feira em pleno funcinamento enquanto os corpos eram preparados para os enterros.

Mesmo após anos de sua desativação, feirantes ainda relatam histórias de presenciar vultos pelo mercado nas primeiras horas da madrugada. 

O necrotério da Feira do açaí (por: Álbum de Belém 1902).

Theatro da Paz e o cemitério esquecido

 A região próximo a atual av. Presidente Vargas em Belém nem sempre abrigou prédios históricos e artísticos. Em 1756, um surto de varíola na região vitimou vários belenenses. Devido o alto número de mortes, que ameaçou encher todas as igrejas onde eram enterrados os mortos, foi necessário construir um cemitério de cova rasa no bairro da Campina (no Largo da Campina ou Largo da Pólvora), para comportar tantos corpos. Mas, com o passar dos anos, o local caiu em desuso e acabou sendo esquecido pelos moradores.

 A expansão de Belém durante a Belle Èpoque, atendendo ao pedido da elite da borracha, o governo provincial ergueu em cima do cemitério esquecido, um depósito de pólvora, que logo foi substituído em 1874 pela praça da República e o Theatro da Paz.

 Assim, durante as reformas era comum encontrar ossadas. Além de escutar vultos no teatro e estranhas mulheres bebericando no antigo Bar do Parque, vultos que sumiam misteriosamente à primeira investida de marmanjos já meio embebecidos. Acredita-se que o nome do Theatro seja uma homenagem ao nome do cemitério, que se chamava Cemitério da Paz. 

Palacete Bibi Costa e a prisão de escravos


O grandioso Palacete Bibi Costa, erguida entre 1906 para o major Carlos Brício Costa, na esquina da Avenida Governador José Malcher com a rua Joaquim Nabuco, desperta a curiosidade no bairro de Nazaré.Pois a beleza do ‘castelinho’ contrasta com o ar sombrio que ele impõe. 

Vale ressaltar, que antes virar um casarão, o local era onde fazia guarda e tortura de escravos. Em seguida, durante muitos anos funcionou, vários órgãos do Governo. Então, é comum circular pela cidade vários relatos de ex-funcionários que desistiram do emprego por presenciar histórias sobrenaturais, ouvir barulhos de correntes se arrastando e gritos com pedido de socorro. 

Uma das experiências sobrenaturais teria ocorrido no final dos anos 80 e é contada por um ex funcionário do local, que teria escutado alguém chamar por seu nome e saiu vasculhando pelo prédio, chegando a um dos cômodos subterrâneos. 

Ao entrar em uma  sala, teria estranhado o fato de as luzes estarem apagadas. Ele dirigiu-se para o interruptor, mas a voz não permitia que ele ligasse a luz. Mesmo enxergando parcialmente, o funcionário teria se aproximado de uma mesa e, quando olhou para baixo, encontrou um homem negro, acorrentado por um braço a parede, suado e com o rosto machucado, que gritava devido muito sofrimento.

Em estado de choque, Augusto ficou paralisado observando a alma penada. Mas, quando se deu conta, saiu correndo do palácio e pediu afastamento do serviço. 

Educandário da tortura na ilha de Cotijuba

 Na ilha de Cotijuba (uma das 42 ilhas de Belém), ainda atualmente é possível observar as ruínas do antigo prédio, o Educandário Nogueira de Farias, criado na década de 1930. A suposta colônia reformatória deveria servir para orientar e educar meninos e meninas abandonados e em vulnerabilidade social (residentes na rua). 

No entanto, a verdadeira história traz agressões e abusos. Na região, muito se escuta sobre a crueldade que eram feitas, algumas vezes em formas de tortura, com os jovens que eram encaminhados para o centro. Inclusive, de adolescentes que tentavam fugir e se afogavam. Cotijuba chegou a ficar conhecida como ‘A ilha do Inferno’ por alguns anos. 

Bolonha, construído por amor e dominado por terror

 O Palacete Bolonha construído em 1905 pelo engenheiro Francisco Bolonha como um presente de amor à sua esposa Alice Tem-Brink, tornou-se um lugar único e luxuoso no centro da cidade. Apesar da beleza, fatos sobrenaturais que acontecem casa chamam a atenção.

 Primeiramente, antes da construção do palacete, alí havia uma charneca pantanosa, com lagoas de água estagnada e profunda. Por ser um lugar de difícil acesso onde habitavam jacarés, convencionaram usá-lo como ponto de desova para os cadáveres de escravos. Se os restos humanos que ficaram no terreno carregavam ou não uma maldição é discutível.

 Um relato de um estudante do curso de história conta, sobre um suposto fantasma de uma mulher na banheira no segundo andar do prédio. Durante uma visita turística e seus amigos visitavam o palacete, mas acabou se afastando do grupo e ficando sozinho no segundo andar do prédio. Onde encontrou um banheiro que possuía uma banheira de mármore e puxou sua máquina fotográfica para registrar o ambiente.

 Em quase todas as fotos, uma estranha luz impedia que se visualizasse a imagem do banheiro. Somente em uma foto, a da banheira, ele conseguia observar uma forma embaçada. Decidiu voltar ao banheiro e tirar novas fotos, então na banheira, viu uma mulher branca, que parecia não notar sua presença, tomava banho mergulhada em uma água misturada a muitas pétalas de rosa vermelha. Tremendo de medo, ele se afastou lentamente, mas ela o percebeu e sorriu.

 Em 1968, uma história que teria perturbado a cidade. Atrás do belo palacete, aparecera um grande cão negro, que sairia de um desenho em uma calçada para matar, nas noites chuvosas. Segundo contam, dois corpos teria sido encontrados trucidados, com partes dos corpos espalhados em um raio de 300 metros.

Pessoas do antigo presídio público São José

 O imóvel erguido em 1749 por frades capuchos de Nossa Senhora da Piedade, já abrigou um convento, um hospital – que testemunhou muitas mortes durante a Revolta da Cabanagem – e um presídio, por 150 anos, onde eram presos criminosos políticos e comuns.

 Na cadeia pública havia constantes rebeliões. Em 1998, foi definitivamente desativado, depois de uma rebelião que durou mais de 28 horas e registrou três mortes. Após reestruturação, o presídio São José passou a denominar-se Espaço São José Liberto em 2002. 

 Mesmo após o tempo passar, a memória de um local não é apagada completamente, principalmente quando o mesmo já foi alvo de tragédias e rebeliões. Conforme o relato de um artista teatral, que conta que durante uma foto após uma apresentação de treatro com vários integrantes, registrou algumas mãos de pessoas que não estavam fisicamente no local.

 Dizem que o projeto paisagístico, com cristais espalhados pretendia abrandar a sina dos que alí padeceram. Basta ler os relatos do Memorial da Cela para entender quão cruel era viver atrás dessas grades.

 Mesmo com os gigantescos cristais que adornam o Jardim da Liberdade, há quem jure ouvir, tarde da noite, vozes dos antigos aprisionados implorando por um gole de água, pelo amor de Deus

Casa das Onze Janelas e o grito dos prisioneiros

 A Casa das Onze Janelas abriga o Museu de Arte Moderna e Contemporânea, um dos mais importantes do Estado. A casa em si já foi morada de um senhor de engenho, hospital e prisão. Talvez esse passado conturbado tenha se refletido no romance Hortênsia, de José Marques de Carvalho, lançado em 1888 e que ambienta um terrível feminicídio nas dependências do prédio, por conta de uma relação incestuosa.

 Seguindo sua sina, a Casa serviu de prisão a presos políticos durante a Ditadura Militar. Os frequentadores mais assíduos dizem que, por vezes, ainda é possível escutar os gemidos e gritos de dor vindo das grossas paredes, ecos perturbadores de um passado não tão distante, ou gritos de Hortênsia, quem sabe, assassinada por Lourenço, seu irmão, tomado de furor.




Fonte: Revista AturáTanto Tupiassu, O Liberal, Mundo Tentacular, Arquivo Público, Guia Além.

ROTA TURÍSTICA PARAENSE BELÉM BRAGANÇA

Em 220 quilômetros viajantes conhecem história e natureza

 A rota turística e cultural Belém-Bragança, criada pela Governo do Pará (Setur), apresentada em 2014 aos empresários e personalidades ligadas ao turismo paraense. A rota engloba 13 municípios da região Amazônia Atlântica e foi criada com o objetivo de fortalecer a atividade como uma atividade econômica, capaz de promover o desenvolvimento, a geração de emprego.

 É como fazer uma viagem ao passado. Essa é a sensação de quem percorre os mais de 220 quilômetros da rota turística e cultural Belém-Bragança. Em meio a paisagens de encher os olhos, os viajantes podem conhecer um pouco da história da extinta Ferrovia Belém-Bragança (EFB), que há 82 anos atrás ligava a capital paraense à região nordeste do Estado. O projeto pretende fazer com que paraenses e visitantes deixem de transitar somente pela rodovia BR-316 e entrem nesses municípios para conhecer a rica cultura paraense da primeira rota turística da região Amazônica.



 O projeto é uma das ações do Plano Ver-o-Pará, com investimentos de mais de R$ 16 milhões em recursos de infraestrutura, como na PA 242 e 320 com: recuperação de vias, sinalização com placas, construção de pórticos, painéis e totens metálicos nas localidades. O estudo histórico e documental da rota contou com a parceria do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que também apóia na revitalização dos monumentos históricos ao longo do trajeto.

 Partindo de Belém, o trajeto passa nos municípios de Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Isabel do Pará, Castanhal, São Francisco do Pará, Igarapé-Açú, Nova Timboteua, Peixe-Boi, Capanema, Tracuateua e Bragança. Fugindo da viagem monótona pela rodovia BR-316. O tempo do percurso? Depende da vontade de cada viajante, em aproximadamente quatro horas consegue conhecer tudo, observando as particularidades de cada município.

 O percurso tem boa infraestrutura e há sinalização com placas e indicativos para trilhas. No trajeto da PA-242, localidades com características naturais preservadas, com bela paisagem composta por igarapés, florestas, fazendas e diversos pontos com vendas de frutas regionais, além da Ponte de Ferro do rio Livramento. Era por ali que a maria fumaça passava até Bragança. Já no município de Peixe-Boi, ele destaca o passeio de pedalinho pelo rio, que é um verdadeiro convite para relaxar e contemplar a paisagem.

 A Setur realiza reuniões com a administração municipal, moradores e comerciantes da rota. Debatendo os benefícios do projeto e destacar a importância da atividade turística para o desenvolvimento das cidades. Assim, a Setur firmou parcerias com o Sebrae-PA (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Seter (Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda), Sesi-PA (Serviço Social da Indústria) e Senac-PA (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) para qualificação de trabalhadores na prestação de serviços. Os cursos e treinamentos são realizados dentro do PEQTur (Programa Estadual de Qualificação Profissional do Turismo).

 Uma outra medida adotada foi a criação de um aplicativo para celular que contém informações sobre a rota, como mapa com endereços de hotéis e pousadas, bancos e outros serviços. O aplicativo 'Vem Pro Pará' está disponível gratuitamente para o sistema Android. Futuramente o aplicativo também será liberado para o sistema iOS. Resultado de um trabalho conjunto entre a Secretaria de Estado de Turismo (Setur), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Faculdade de Computação da Universidade Federal do Pará (UFPA).

 Atualmente, mais de 300 itens foram cadastrados como atrativos turísticos da rota, nas seguintes categorias: serviços bancários, hotelaria e alimentação. Tendo como ponto de partida os municípios prioritários e os empreendimentos registrados no Cadastur. Também oferece informações turísticas sobre 67 municípios paraenses, totalizando 1.940 itens de serviços, atrativos e rotas. Em breve terá informações sobre eventos culturais.

 Entre as qualidades mais relevantes do Vem Pro Pará, destaca-se o dinamismo, pois quando há atualizações o usuário não precisa baixar uma nova versão, basta abrir o aplicativo que o seu conteúdo estará sempre atualizado. Outra boa característica é o detalhamento de dados fornecidos, o usuário pode ter acesso ao telefone, e-mail, fotografia e localização de qualquer ponto cadastrado, assim como agências bancárias, shoppings, aeroportos e universidades, além de todas as delegacias de polícia de Belém.

 Apenas dois estados possuem aplicativos oficiais, a Bahia e o Pará, portanto o Vem Pro Pará 2.0 é pioneiro na região norte. Disponível desde 2014, foi avaliado com uma média de 4,6 em uma escala de 5 estrelas. É disponibiliza a opção para download prévio das informações, possibilitando que o usuário verifique os dados mesmo quando estiver sem conexão.





Fontes: ORM News, Agência Pará, Sectet, ICA Ufpa, Trip Advisor.

ÁREAS VERDES PARA PASSEIO NA GRANDE BELEM

  O ecoturismo é uma atividade na área turística que utiliza o meio ambiente como patrimônio natural, cultural e educacional a disposição da população, promovendo lazer, bem estar e conhecimentos aos envolvidos, incentivando a consciência da preservação do meio ambiente através de momentos esportivos e/ou educacionais.

 Esta prática está ganhado cada vez mais espaço em nossa região, pelo motivo que muitas visitantes têm tido interesse e procurado por áreas ecológicas na Região Metropolitana de Belém, para vivência direta com a natureza.



Preparamos algumas opções, confira:

JARDIM BOTÂNICO BOSQUE RODRIGUES ALVES:

 É uma Zona Especial de Interesse Ambiental (ZEIA). O bosque é uma área de floresta nativa de preservação verde. Com 150 mil m², abriga 85 mil espécimes de flora e fauna, 90% da vegetação é original.

JARDIM ZOOBOTÂNICO MUSEU EMÍLIO GOELDI:

 É uma Zona Especial de Interesse Ambiental (ZEIA). o museu é a mais antiga instituição na região amazônica, reconhecido mundialmente como uma das mais importantes instituições de investigação científica sobre a Amazônia. O Parque Zoobotânico em uma área de 5,2 hectares, localizado no centro de Belém.

 Uma das principais áreas de lazer, além de ser usado como instrumento de educação ambiental e científica, possuindo cerca de 2.000 árvores nativas, como samaúma, acapu e cedro, e 600 animais, muitos deles ameaçados de extinção, como o peixe-boi, a arara-azul, o pirarucu e a onça pintada. Possui ainda, um aquário com uma mostra de peixes e ambientes aquáticos. Mantém uma exposição permanente sobre a obra de Emílio Goeldi e as primeiras coleções formadas pelo naturalista. O Parque recebe mais de 400 mil visitantes anualmente

PARQUE DOS IGARAPÉS:

 O Complexo Ecológico Parque dos Igarapés fica localizado a 12 minutos da área central de Belém, travessa we 12 no Conjunto Satélite,  com 160 mil metros quadrados, o ambiente é um refúgio para aqueles que buscam a tranquilidade da natureza Amazônica.

 O complexo, que atrai cerca de 40 mil pessoas por ano, conta com hospedagem em chalés e albergues; piscina de água mineral corrente; trilhas para caminhadas; circuito aventura com arvorísmo, tirolesa e rapel; setor gastronômico com churrascaria, peixaria, restaurante e bares; além de campo de futebol e vôlei, canoa e remo em igarapés, tudo próximo ao Porto do Rio Ariri.

PARQUE GUNNAR VINGREN:

 Parque Ecológico Municipal "Gunnar Vingren" é uma Área de Proteção Ambiental (APA), com 44 hectares, equivalente a 110 campos de futebol, localizado nos bairros da Marambaia e Val de Cans (área da Marinha), entre os conjuntos habitacionais Presidente Médici, conjunto Bela Vista, Centro de Adestramento da Marinha e Avenida Júlio Cezar

HORTO MUNICIPAL PRAÇA MILTON TRINDADE:

 Fundada em 1990, o horto tem uma área de 4.358,88, sendo quase a metade de área verde. Conhecida pela beleza e tranquilidade, a praça Milton Trindade, mais conhecida como Horto Municipal, é uma ótima opção de lazer com: Brinquedos, lagos com peixes, paisagismo, atividades de educação ambiental, são alguns dos atrativos do local que é gerenciado pela prefeitura de Belém.

 Na área de lazer é possível encontrar árvores das espécies mangueira, oitizeiro, mogno, andiroba, samaumeira, entre outras, que tornam o local agradável, diante o sol forte do verão, e com bastante sombra. O paisagismo da praça inclui, ainda, plantas ornamentais das espécies mini alamanda, dracena baby, dracena fita, dianela. O lago com os peixes é também um atrativo para as crianças que visitam o espaço.

 O horto durante o carnaval e as férias escolares, conta com atividades voltadas para famílias em geral e inclui palestras de conscientização e educação ambiental, concurso de fantasias, caminhada e muitas brincadeiras em seu jardim.

TRILHA CEASA UTINGA:

O passeio na trilha Ceasa Utinga, começa partindo do portão da CEASA (Central de Abastecimento do Pará) até o Parque Estadual do Utinga, que é considerado uma trilha de grau médio (pela distância e fácil memorização). O percurso possui forma em "L" com aproximadamente de 8 Km

PARQUE DO UTINGA:

 É uma Zona Especial de Interesse Ambiental (ZEIA). O parque criado em 1993, é um complexo que abrange os mananciais das águas que abastecem a cidade de Belém, composto por um sistema de lagos (Bolonha e Água Preta), rios (Guamá e Aurá), e pequenos igarapés (Água Preta, Utinga, entre outros). Ocupando uma área aproximadamente de 1.340 ha. atual 1.200 ha. Abrange parte dos municípios de Belém e Ananindeua.

PARQUE MANGUAL DAS GARÇAS:

 O mangal foi criado em 2005, pelo Governo do Pará. É o resultado da revitalização de uma área de 40 mil m², às margens do Rio Guamá no centro histórico de Belém, no entorno do Arsenal de Marinha. No local você encontra uma síntese da fauna e flora da região Amazônica, como, as matas de várzea, animais de pequeno porte da região, e mais de trezentos espécies de árvore nativas presente no espaço

MUSEU SERINGAL:

 O museu Seringal conta a história do Ciclo da Borracha da Amazônia. Com 12 mil m² de reserva que reúnem seringueiras, que datam do período da borracha. O parque é formado pelo Museu da Seringa, Anfiteatro, Tapiri de Defumação, Trilhas das Seringueiras, Playground, Academia de Ginástica ao Ar Livre, Viveiro, Quiosque de Sorveteria e Lanchonete.

PARQUE ANTÔNIO DANÚBIO:

 É uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE). O parque foi inaugurada em 2012 em área de aproximadamente 3,5 hectares localizado na rodovia BR-316 no município de Ananindeua.

REFÚGIO METRÓPOLE DA AMAZÔNIA:

 É um Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) integrante do Projeto AgroVárzea. O refúgio é uma área de proteção Integral criado em 2010, localizado na Região Metropolitana de Belém (RMB) em uma área de 6 mil hectares - propriedade da antiga fábrica Pirelli ao lado do Abacatal - abrangendo quatro municípios:Ananindeua, Benevides, Marituba e, Santa Isabel do Pará.

PARQUE MUNICIPAL DE MOSQUEIRO:

 É uma Zona Especial de Interesse Ambiental (ZEIA). O parque é uma área de proteção ambiental localizado a 67 km a norte de Belém. Ocupa uma área de 190 hectares, dos quais 155 de áreas alagadas e 35 de terra firme. 

 É limitada pelos igarapés Tamanduá e Cajueiro e pelo Rio Murubira[1]. O parque, criado pela Lei 1.401, de 1988, engloba ainda as ilhas do Cotovelo, Terra Alta e Carará. Abriga ecossistemas de mata de terra firme, várzea e manguezais. A fauna apresenta espécies como a preguiça comum, o macaco sagüi, a paca, o urubu-de-cabeça-vermelha, o pica-pau, a cobra cipó, a sucuri, a jararaca, a pescada branca, o camarão e a piranha.

PARQUE ECOLÓGICO GUAJARÁ:

 É uma Zona de Ambiente Urbano (ZAU). Um projeto ecológico no bairro do Parque Guajará, situado na Av. Augusto Montenegro. O bairro possui considerável área verde e tem dentre seus principais elementos naturais o rio Paracuri e a mata ciliar que o circunda (fatores de delimitação da expansão urbana, pois ocupam aproximadamente 60% da área do bairro).

 O rio provém da Baía do Guajará e estende-se até as proximidades da rodovia Augusto Montenegro, sua hidrografia abrange grande área e está entre as mais importantes da RMB. Apesar de sua importância, algumas partes do rio Paracuri estão sendo degradadas pela expansão habitacional desordenada.

PARQUE ECOLÓGICO ARIRÍ:

É uma Zona Especial de Interesse Ambiental (ZEIA).

ILHA DE TATUOCA:

É uma Zona Especial de Interesse do Patrimônio Histórico e Cultural (ZEIP). É uma pequena ilha DO estuário Amazônico, avançada na direção da baía do Marajó, que serviu de refúgio de partidários da corte portuguesa durante a revolta da Cabanagem e alojamento da base militar da Brigada Pernambucana, nas ruínas na Fazendinha. Possui importância estratégica, um dos pontos de captação magnética na terra, tornando-se em 1957, a única estação geodésica da América Latina. A estação magnética de Tatuoca é administrada pelo CNPq, através do Museu Emílio Goeldi.

ESCOLA BOSQUE EIDORFE MOREIRA:

É uma Zona Especial de Interesse Ambiental (ZEIA). É uma Fundação Centro de Referência em Educação Ambiental. A Funbosque foi criada em 1995 na ilha de Outeiro. Com a missão de desenvolver educação, pesquisa e extensão, socializando conhecimentos a fim de contribuir para formação de indivíduos com visão sistêmica dos aspectos socioeconômicos e ambientais.

ORLA DO RIO MAGUARÍ:

 É uma Zona Especial de Interesse Ambiental (ZEIA). O rio possui de pesca esportiva guiado do peixe tucunaré Pinima (Cichla Pinima)que mais gera renda com turismo de pesque e solte no Brasil - no Amazonas algumas chegam a cobrar R$ 10 mil por grupo em um pacote de 5 dias de pesca esportiva. O mercado é tão atraente que os "gringos" montaram pousadas na região.

 Outro atrativo é o crescimento de embarcações de passeio e de praticantes de atividades esportivas como stand up paddle e caiaque.

SÍTIO PENACOVA:

É uma Zona Especial de Interesse do Patrimônio Histórico e Cultural (ZEIP).

ILHA DO COMBÚ:

É uma Zona Especial de Interesse Ambiental (ZEIA). A ilha é um local de tranquilidade e exuberante natureza. Localizada apenas 10 minutos de barco de Belém, do outro lado do Rio Guamá, preservando a vida simples dos ribeirinhos às margens de igarapés e furos. Passou a ser observada e explorada por turistas do mundo todo. Mesmo com a visão nítida dos prédios da cidade grande, passar um dia na ilha é um convite a se desligar dos problemas e presenciar o bucolismo da floresta amazônica.

FLORESTA DO REDENTOR: 

É uma Zona Especial de Interesse Ambiental (ZEIA). Uma floresta localizada na ilha de Caratateua (ilha guajarina de Caratateua, do tupi "morada dos Caraíba", ou ilha de Outeiro), onde apesar do desmatamento de grileiros, ainda guarda traços originais de ecossistemas possíveis de restauração, incluindo praias, paisagens de orla, as falésias de até 10 metros de altura, superpostas a belas e bucólicas praias ainda isoladas e agrestes e alguns retalhos remanescentes de floresta equatorial úmida nas bandas sudoeste e sudeste (Florestas do Redentor 100 hectares, Faixa Verde 80 hectares) e no hemisfério oriental da Ilha (Florestas do Fama-Tucumãeira 500 hectares).

ENGENHO MURUTUCU:

É uma Zona Especial de Interesse do Patrimônio Histórico e Cultural (ZEIP).

BELEM GANHA PREMIO CIDADE CRIATIVA DA GASTRONOMIA DA UNESCO

 A cidade de Belém do Pará recebeu em 2015 o título internacional de "Cidade Criativa da Gastronomia", concedido pela Unesco. A capital paraense torna-se referência mundial em gastronomia, e passa a integrar uma rede de cidades que buscam desenvolvimento de maneira sustentável e de modo socialmente justo.

 Atualmente, a rede de Cidades Criativas é composta por 116 cidades, em todo o mundo, e em sete segmentos da indústria criativa: literatura, cinema, música, artesanato e arte popular, design, artes e gastronomia. Além de Belém, outras duas cidades brasileiras entraram na lista: Santos, na categoria Filmes, e Salvador, por sua música.
O trabalho de candidatura de Belém é fruto de uma ação da Prefeitura de Belém em parceria com o Governo do Estado e entidades representativas do setor, tais como Instituto Paulo Martins, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Instituto Atá, que se uniram no propósito de oficializar não só a culinária, mas toda a cultura gastronômica de Belém como referência global. A candidatura da capital paraense teve o apoio do Itamaraty, Confederação Nacional do Turismo e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
“Para nós que trabalhamos para o desenvolvimento da gastronomia paraense, é a coroação de um trabalho que vem sendo realizado há mais de 30 anos”, comemora Joanna Martins, diretora executiva do Instituto Paulo Martins.
TURISMO GASTRONÔMICO:
 Desde sua fundação, Belém tem uma conexão especial com os produtos da terra –açaí, castanha, mandioca. Não à toa, hoje a cozinha é um de seus pilares, a ponto de a capital paraense ter sido incluída na lista especial de cidades da Unesco. Esse movimento começou a se consolidar há cerca de 40 anos, em grande parte graças a Paulo Martins. Morto em 2010, o arquiteto cresceu entre panelas e desenvolveu um gosto que surpreendia o paladar dos amigos. Na década de 1970 fundou o restaurante Lá em Casa, que até hoje serve pratos locais e adaptações de receitas que ele criou. 
 "O arroz de jambu foi o primeiro prato que usou essa erva fora do tacacá ou do pato", diz Joanna Martins, filha de Paulo e diretora do Instituto Paulo Martins. Hoje, o Lá em Casa divide reconhecimento com o Remanso do Bosque e o Remanso do Peixe, de Thiago Castanho. 
 Apesar dos avanços vindos com o pioneirismo de Martins, Castanho conta que muitos cliente que se surpreendem com ingredientes que provam nas casas. Conta ele, que trabalha em parceria com pequenos produtores locais. Nos pratos (e na mercearia do Remanso do Bosque) são encontrados ingredientes como rótulos da cervejaria artesanal Amazon Beer, os chocolates feitos por Dona Nena na ilha do Combu e a cachaça de jambu de Leodoro Porto.
 A valorização da cozinha tem levado a Belém investimentos como faculdades de gastronomia e o Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade, a ser inaugurado em agosto –parceria entre poder público, Instituto Paulo Martins e Sebrae que incentivará o turismo gastronômico.
 Com o Centro, eventos serão adicionados à agenda local, que já inclui, por exemplo, o Festival Ver-o-Peso (de 21 a 29 de maio). Um deles é o Diálogos Gastronômicos, com chefs de todos os continentes, de 21 a 29 de agosto. "A tapioca brasileira, o crepe francês e o taco mexicano são similares", diz Joanna, uma das organizadoras. "A ideia é trazer cozinheiros que trabalham com pratos e ingredientes distintos, mas semelhantes aos nossos, e procurar formas de aprimorá-los."

BELÉM DESENHADA POR ANTONIO LANDI (CIRCUITO LANDI)

 A evolução urbana muito nos revela acerca da história de uma cidade. As características particulares e a singularidade a respeito da arquitetura de Belém, assim como seus realizadores, exercem um papel crucial no desenvolvimento e na formação da Capital. 

 O projeto "UFPA em Série: Patrimônio" relata sobre as grandes obras realizadas pelo arquiteto Guiseppe Antônio José Landi (ou Antonio Landi), e a valorização do patrimônio cultural através do projeto "Fórum Landi" da UFPA, com coordenador e Pró-reitor de relações internacionais da UFPA, professor Flávio Nassar.

O GRANDE ARQUITETO:

 Antônio José Landi foi arquiteto, cartógrafo, astrônomo e desenhista. Com essa gama de habilidades, Landi aventurou-se na Amazônia e inseriu novos padrões arquitetônicos que caracterizaram a cidade de Belém, elevando seu grau cultural e urbano. Todas essas obras fazem com que a cidade, em especial, se torne uma referência do período de atuação deste importante mestre.
PROJETO FORUM LANDI:

 O Fórum Landi UFPa completou dez anos em 2013 e já realizou inúmeras ações de promoção à valorização do patrimônio cultural. Surgiu como uma resposta da universidade e sociedade a um período de descaso das questões sobre patrimônio, transformando-se em um espaço de discussão. Promoveu cursos de especialização na área com a participação de universidades de Portugal, Itália, Bolonha e Florença, além disso, muitas palestras e exposições sobre grades arquitetos.
 Segundo o coordenador Flávio Nassar, a partir deste projeto, a Universidade passou a ser um agente nas questões relacionadas ao patrimônio, e hoje desenvolve  outros subprojetos como o "parque das cidades históricas"; o "albergue para estudantes internacionais", que será construído nos dois sobrados localizados na ladeira do castelo, pertencentes à arquidiocese de Belém; o "memorial do livro"; o restauro do "fórum landi", cuja sede ainda está em processo de compra pela Instituição, assim como a Capela Pombo.
 O Fórum já é um espaço integrado à vida cultural de Belém, lá acontecem exposições de diversos seguimentos, como do governo do Estado, do IAP e de artistas autônomos. Ocorrem também festivais de ópera.
CIRCUITO LANDI:

 O Fórum oferece também o "Circuito Landi", um passeio pelas principais obras do arquiteto Antônio Landi em Belém. Dentre as obras mais importantes que fixou no Pará estão: A Catedral Metropolitana de Belém, O Palácio dos Governadores e a Casa das Onze janelas.
Catedral Metropolitana de Belém:
 Também conhecida como Igreja da Sé, a Catedral começou a ser construída em 1748. Muitas interrupções em torno de suas obras e definições ocorreram na época, mas a partir de 1755, Landi passa a assumi-la, propondo algumas modificações, como a inserção das duas torres e das gravuras feitas por ele mesmo, que deslumbram ainda mais a catedral, que levou cerca de 18 anos para ser concluída.
Palácio dos Governadores:
 O Palácio Lauro Sodré, antigo Palácio dos Governadores, é o local onde, atualmente, está localizado o Museu do Estado do Pará (MEP). O edifício é constituído de dois pavimentos e reflete aspectos arquitetônicos relativos ao período colonial, seguindo o modelo das construções italianas do século XVI. A obra é conhecida por ser um dos trabalhos mais nobres e influentes do arquiteto italiano.
Casa das Onze Janelas:
 Nos anos de 1768 e 1769, Landi propõe a transformação de uma das casas de Domingos da Costa Bacelar em Hospital Real Militar, seguindo os padrões do Palácio dos Governadores, concebendo, assim, as onze janelas nas fachadas, as quais fundaram a Casa das Onze Janelas, assim nomeada até hoje.
Flávio Nassar indica outros lugares que merecem ser visitados, aconselha o "Museu de Arte Sacra" e a "igreja de Santana", que ficou, muitos anos, fechada para restauro. Além destes, para quem ainda não conhece as "igrejas do Rosário dos Pretos" e a "igreja dos Mercedários", as quais tem certa influência de Landi, e também são ótimos patrimônios a se visitar”.

10 MOTIVOS PARA CONHECER BELÉM DO PARÁ

 A jornalista Adriana Sett (da Abril Viaje Aqui) que reside em Barcelona, relata sua paixão a primeira vista por Belém...

MOTIVOS PARA CONHECER BELÉM:

 A caminho de Belém (com uma esticadinha até Ilha de Marajó), passando antes por São Paulo perdi as contas de quantas vezes ouvi a pergunta: "Mas que diabos você vai fazer em Belém?". Vocês querem mesmo saber? Então, apenas leia a frase que Riq Freire usa para definir a cidade: “Belém é a cidade mais incrível que o Brasil ainda não descobriu”. Eis os motivos para ter gostado tanto:


1. Diferete de tudo:


 ZanzibarMarrocos? Para tudo, exótico mesmo é Belém. O menu de sucos tinha pelo menos 10 nomes que nunca tinha ouvido – incluindo aí a tal da fruta muruci, um dos gostos mas alienígenas que minhas papilas gustativas já enfrentaram.

A forte devoção à Nossa Senhora de Nazaré

 Aos cinco minutos do primeiro tempo, topei com um cidadão pilando uma jiboia pra dentro de uma garrafa numa barraquinha de… gente, como definir aquilo? O céu desaba em chuva morna e a vida segue como se nada estivesse acontecendo. O rio que parece mar; A Amazônia; A devoção à Senhora de Nazaré; As revoadas de urubus; As mangueiras do tamanho de cogumelos atômicos; O tacacá na cuia no meio da tarde; Açaí salgado e pirarucu; Onde mais tem disso, criatura?
Todo mundo sentadinho na calçada na hora do tacacá, o chá das cinco de Belém
Todo-poderoso tacacá da Maria, pertinho da igreja de Nazaré, um dos famosos da cidade




2. Mercado do ver-o-peso é uma lou-cu-ra:


Urubus na linha de frente  (no lugar onde os barcos descarregam o peixe na madrugada) e, lá no fundo, o Ver-o-Peso

 O Ver-o-Peso não só é o coração da cidade, como um dos mercados mais incríveis do planeta, para onde confluem os ingredientes da Amazônia, como: Pripioca, jambu, mandioca brava, castanha-do-pará, pirarucu, surubim, filhote, curimata, tambaqui, açaí, taperebá, bacuri…. É um caos dos mais organizados, onde os peixes ocupam a parte fechada (e a mais bonita, sob uma estrutura de ferro), depois aparecem as barraquinhas das frutas e sucos. Em seguida, a parte mais divertida do Ver-o-Peso, com as benzedeiras e seus milhares de pozinhos e óleos para curar de unha encravada a dor de corno. 
 Em outra ala tem as famosas barraquinhas de açaí com peixe frito. Na parte mais próxima do rio estão as bancas de comida mais incrementadinha, onde o carimbó e o brega rolam solto no fim de semana
Benzedeira ao vivo e sobretudo a cores no Ver-o-Peso
Garrafinhas mágicas.
Castanhas de cajú e do Pará no Ver-o-Peso

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Made in Amazonia

Jogatina no Ver-o-Peso

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3. Parte do centro histórico impecável:

 Belém fez um esforço titânico nos últimos anos para se tornar mais interessante para o turista – e merece ser prestigiada. O pedaço mais bacana do centro histórico hoje em dia é o complexo de Feliz Lusitânia, a parte mais antiga da cidade, que inclui o lindinho Forte do Presépio, a Casa das Onze Janelas (que abriga um museu), o Museu de Arte Sacra e a Catedral.
Caserio no centro da cidade
Namorico em frente à Casa das Onze Janelas
O centro da cidade está cheio de casarões bacanas
Outra rua meio caidinha do centro. Mas não é que tem a sua poesia?
As mangueiras de Belém, um caso à parte
Um quê de Havana
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Um pedacinho bem roots do centro de Belém

A catedral de Belém exalando fotogenia num vim de tarde daqueles


4. A comida vale a viagem:


 Declaro sem medo de ser feliz: a culinária paraense é das mais complexas, ricas, gostosas e interessantes do Brasil. E Belém tem potencial para se tornar uma meca gastronômica de projeção mundial. Não é à toa que chefs como Alex Atala, o espanhol Andoni Aduriz (do Mugaritz) e tantos outros estão sempre em busca de referências por ali. Vou falar dos restaurantes mais famosos da cidade num post à parte. Eles merecem.

5. Sorvetes regionais da cairú:


 Não é à toa que todo mundo fala maravilhas dessa sorveteria tradicional da cidade. Chupa, gelato italiano. Pouca coisa no mundo bate a Cairu.

6. Estação da docas é mesmo bacana:


 Depois de circular pelo Ver-o-Peso e pelo centro histórico, a Estação das Docas é o lugar ideal para relaxar com conforto (e ar condicionado). A comparação é inevitável: é o Puerto Madero de Belém, em menor escala. Uma grande sacada da cidade para revitalizar uma área decadente e criar uma atração turística de peso – que os locais também frequentam entusiasticamente.
Estação das Docas, o Puerto Madero de Belém

Durante os dias de semana, a Estação das Docas fica bem tranquila durante o dia. À noite a coisa muda de figura e os restaurante lotam.


7. Os turistas podem circular em paz:


 Eis uma surpresa muito positiva. Ninguém enche o saco do turista – como acontece em Salvador, por exemplo, onde você corre o risco de engasgar com uma pulseirinha do Senhor do Bonfim. O paraense tem um jeito doce e recatado, receptivo sem ser invasivo. Palmas.

8. Centro histórico bem policiado:


 Estaria exagerando se dissesse que me senti super segura no centro de Belém. Como em toda cidade grande brasileira, com diferenças sociais brutais e a miséria acenando em cada esquina, é preciso ficar esperto. Presenciei uma facada em pleno Ver-o-Peso – uma mulher em outra mulher pelas costas. “É rixa delas, amiga”, me consolou uma local ao ver que ensaiei um princípio de pânico. E era mesmo, mas enfim  Apesar de todos esses pesares, achei o centro histórico extremamente bem policiado. Já é alguma coisa.

9. O mangal das garças é uma gracinha:


 Este jardim amazônico é outra atração relativamente recente que incrementou o potencial turístico da cidade. O Mangal das Garças é bonitinho… e tem até guará (um dos pássaros mais lindos do planeta).
Guarás no Mangal das Garças #semfiltro (o bicho é dessa cor mesmo!)
O lindinho Mangal das Garças


10. Venta constantemente no centro:


 Uma as coisas que me preocupava antes de ir era o excesso de calor. Não funciono muito bem quando os termômetros extrapolam os 30 graus. Mas Belém é abençoada por um vento forte e constante que deixa tudo mais ameno. Fui a pessoa mais descabelada da América Latina durante alguns dias. Mas fui feliz.

OUTRAS CURIOSIDADES:

 A capital paraense Belém se destacou na economia, arquitetura, cultura e gastronomia em diferentes etapas da história. separamos uma lista com fatos e curiosidades que marcaram Belém. Confira:

1. Fundação para proteção da amazônia:
 Belém foi fundada por Francisco Caldeira Castelo Branco em 1616. A cidade tinha como o objetivo proteger a entrada da Amazônia de holandeses, franceses, ingleses e irlandeses. Primeiro acampamento montado em Belém deu origem ao Forte do Castelo.
Complexo Feliz Luzitânia: Forte do Castelo e Casa das Onze Janelas. (Foto: João Ramid/ O Liberal)


2. O histórico mercado do ver-o-peso:

 Quase tão antigo quanto a capital é o seu principal cartão-postal, o mercado do Ver-o-Peso, fundado há 388 anos e está em plena atividade: Entre os principais produtos vendidos no estão o açaí, produtos hortifruti e o pescado. Segundo o Dieese, são vendidas cerca de 30 toneladas de açaí por ano, 30 toneladas de hortaliças por mês e 15 toneladas de pescado por dia.

Mercado do Ver-o-peso é uma das principais atrações de Belém (Foto: Oswaldo Forte / O Liberal)

3. O período de luxo da belle époque::

 No Ciclo da Borracha, entre os séculos XIX e XX, a cidade de Belém teve grande importância comercial, principalmente para o cenário internacional. Neste período foram erguidas construções luxuosas na capital paraense, como o Palácio Lauro Sodré, o Palácio Antônio Lemos e o Theatro da Paz.

Encerramento Festival de Ópera - Theatro da Paz - Belém (Foto: Ingrid Bico/G1)

4. Arquitetura italiana por Antônio Landi:


 A arquitetura da capital foi bastante influenciada pela obra do italiano Antônio José Landi, professor de arquitetura em Bolonha radicado em Belém que foi responsável por interferências na igreja da Sé, a igreja do Carmo e o Palácio Antônio Lemos, que abriga a sede da Prefeitura de Belém. 

Palácio Antônio Lemos Belém (Foto: Everaldo Nascimento/O Liberal)

5. A Belém das Ilhas:

 Além da porção continental, Belém é composta por 39 ilhas que, somadas, representam 65% do território de Belém. Nestes locais a principal atividade econômica é a coleta do açaí. Prédios de Belém vistos a partir da Ilha do Combu, uma das 39 que fazem parte do território da cidade.

Cidade de Belém vista a partir da Ilha do Combu (Foto: João Ramid/ O Liberal)


6. O tradicional vinho do açai: 


 O açaí consumido em Belém é bastante diferente do que é vendido no resto do Brasil: o vinho da fruta é apreciado pelos paraenses com farinha e peixe frito, camarão ou carne seca. Açaí com peixe frito, prato tradicional do almoço paraense.

Ilha do Combu Belém Pará Peixe frito com açaí (Foto: Reprodução/TV Liberal)


7. Revolução popular da Cabanagem:


 Belém foi palco de uma das maiores revoluções populares do país: a Cabanagem. Liderados por Antônio Vinagre, os revolucionários chegaram a tomar conta da cidade em 7 janeiro de 1835, quando presidente da província Lobo de Souza foi assassinado na frente do palácio dos governadores.

Monumento da Cabanagem (Foto: Paula Sampaio/O Liberal)

8. A visita do Papa João Paulo:


 O Papa João Paulo II visitou Belém em 1980, onde realizou uma missa a céu aberto. No local foi erguido um monumento em sua homenagem, e a rua foi batizada com seu nome. A antiga Avenida Primeiro de Dezembro foi rebatizada de Avenida João Paulo II.

Papa João Paulo II, em visita a Belém no ano de 1980. (Foto: Carlos Borges/O Liberal)


9. A grande manifestação de fé:


 Em todo segundo domingo de outubro é celebrada em Belém a procissão do Círio de Nazaré, uma festa católica que reúne mais de 2 milhões de pessoas em um trajeto de 3,6 km pelas ruas da capital paraense. Cerca de 2 milhões de pessoas participam da procissão do Círio de Nazaré em Belém.

Círio de Nazaré. Cerca de 2 milhões de pessoas participaram do espetáculo religioso em Belém.  (Foto: Tarso Sarraf/ O Liberal)

10. Igreja Assembléia de Deus no Brasil: 


 Belém foi a sede da primeira igreja da Assembléia de Deus no Brasil, após a chegada dos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren em 1910. 

Belém foi a sede da primeira igreja da Assembléia de Deus no Brasil, após a chegada dos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren em 1910. (Foto: Divulgação)